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Rita recebeu 14.283 votos, contra 12.739 para a chapa concorrente Rita Serrano, candidata da Chapa 1, é a nova representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração. Ela foi eleita por 14.283 votos, na eleição em segundo turno encerrada nesta quinta, 26. A chapa concorrente, a 25, teve 12.739 votos. “A vitória é fruto da união e apoio de entidades e pessoas em torno de objetivos comuns, como a humanização das relações de trabalho no banco, a valorização de seus empregados e a defesa da Caixa pública. Nossa campanha conseguiu aglutinar pessoas e entidades com visões distintas, em um momento de propagação do ódio e do sectarismo, e essa sem dúvida foi a primeira grande vitória”, destacou Rita, ao agradecer os votos e o empenho dos que a apoiaram e, em especial, a Orency Francisco, seu suplente no primeiro turno, “pela disponibilidade, apoio e compromisso com a campanha e com os trabalhadores”. A eleição para representante do CA foi disputada por dezenas de chapas no primeiro turno, do qual resultaram como concorrentes as chapas 1 e 25. No segundo turno o processo eleitoral foi alterado para adequação ao Estatuto das Estatais, extinguindo a figura do suplente. De acordo com o calendário divulgado, a comissão eleitoral encerra os trabalhos nesta segunda, 30 de janeiro. A data de posse ainda não foi informada. finalcomz  

Na reunião desta terça, 24, representantes dos trabalhadores também condenaram modelo de gestão que reduz papel social da Caixa A primeira negociação da mesa permanente com a Caixa em 2017 trouxe avanços nos critérios de descomissionamentos. Foi acatada proposta formulada no Grupo de Trabalho paritário que prevê melhorias como o asseguramento do pagamento da função por 60 dias e a eliminação da possibilidade de aplicar a dispensa na instauração da análise preliminar. No entanto, a mobilização deve continuar para pressionar o banco a rever a versão mais recente do RH 184, que prevê suspensão de funções sem critérios e outras arbitrariedades da gestão da empresa. O diretor do Sindicato e empregado da Caixa, Jorge Furlan, participou do encontro. “Foi positivo, mas vamos continuar na luta contra o descomissionamento arbitrário e para que a Caixa implante as demais propostas elaboradas em debates com os empregados de todo o Brasil”, destacou. A CEE/Caixa defendeu também um prazo de 180 dias para realização de pesquisa com avaliadores de penhor sobre as condições nos locais em que realizam suas atividades. Os interlocutores do banco alegaram que o prazo era longo e que só pagariam o adicional por mais 60 dias. Após pressão, estenderam por 90 dias. A Caixa vem ameaçando suspender em definitivo o pagamento do adicional desde julho do ano passado, alegando que laudos técnicos feitos por empresas contratadas pelo banco atestam que os locais de trabalho dos avaliadores não são mais insalubres. Esta versão foi contestada pelas representações da categoria que conseguiram, na mesa permanente, a prorrogação do adicional até 31 de dezembro de 2016. Em janeiro, por solicitação da CEE/Caixa, o adicional também foi pago. Desmonte - Os debates com os representantes o banco sobre reestruturação, verticalização, agências digitais e deficitárias e rede de operações deixaram claro que o modelo de gestão adotado pela direção visa reduzir cada vez mais o papel social do banco. A CEE/Caixa cobrou posicionamento em relação às notícias veiculadas pela imprensa sobre o fechamento de agências e desligamentos de cerca de 10 mil trabalhadores. Os representantes do banco confirmaram que o Conselho Diretor aprovou proposta de Programa de Demissão Voluntária (PDV), que se encontra no Ministério da Fazenda, mas não há previsão de quando será implantada, porque a Caixa depende da autorização dos órgãos controladores. Segundo afirmaram os interlocutores da Caixa não haverá reposição dos empregados que saíram do banco no último PAA e nem tampouco daqueles que aderirem ao PDV. Eles confirmaram que a orientação da direção da empresa é enxugar o quadro de pessoal. Fórum - A CEE reivindicou a convocação de reunião do Fórum Paritário Nacional sobre Condições de Trabalho para debater e deliberar sobre a ampliação dos fóruns regionais pelo País. Este instrumento, fruto da campanha salarial de 2014, funciona em algumas bases sindicais. Foi solicitada também a realização de reunião ampliada do Fórum com representantes de gestores da área de pessoal para debater medidas de combate ao adoecimento mental dos empregados. A Caixa concordou com as duas propostas e ficou de encaminhar a realização desses encontros. Também esteve em pauta a situação dos tesoureiros. A CEE denunciou que eles estão sendo colocados para o atendimento ao público, o que representa  risco para segurança, porque são responsáveis pelo cofre das unidades. Outro assunto que gerou protestos foi o envio de mensagens eletrônicas aos trabalhadores cobrando o cumprimento de metas. Este tipo de procedimento por parte do banco é vedado pela cláusula 37 da Convenção Coletiva dos Bancários. Essa mesma cláusula proíbe a divulgação de ranking individual, estratégia que vem sendo adotada pela Caixa através de seus sistemas corporativos. Os representantes do banco se comprometeram a apurar as denúncias e fazer a adequação ao previsto no acordo. Saúde Caixa - A Caixa informou que a partir de 1º de fevereiro retomará o reembolso de procedimentos odontológicos. O benefício foi suspenso para adequações no sistema. Segundo o banco houve elevada demanda em 2016, mais de 13 mil concessões, o que gerou demora no atendimento aos pedidos dos usuários do plano de saúde. A empresa prometeu mais celeridade nos reembolsos. PLR - A CEE cobrou a antecipação do pagamento da segunda parcela da PLR. A empresa alegou que o atendimento da reivindicação depende da divulgação dos resultados do banco. Caso isso ocorra até o final de fevereiro, admitiu a possibilidade de efetuar o crédito no início de março. Pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) os bancos têm até 31 de março para pagar o benefício. Fonte: Fenae, com Redação

Em pauta, temas como reestruturação, descomissionamento, caixa minuto, entre outras medidas adotadas pela empresa que precarizam o trabalho
 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), retoma nesta terça, 24, a mesa de negociação permanente com o banco público.  A primeira reunião de 2017 acontece no momento em que aumenta o descontentamento dos trabalhadores com as medidas arbitrárias adotadas pela direção da empresa, que visam o seu desmonte e precarizam as condições de trabalho. Em pauta estarão a continuidade da reestruturação, o fechamento de agências ditas deficitárias, as agências digitais e a verticalização da rede que ameaça tirar funções das agências e precarizar ainda mais o atendimento à população e as condições de trabalho. Além desses pontos também estará em debate os Grupos de Trabalho sobre descomissionamento e caixa minuto. No dia 12 de janeiro, quando o banco completou 156 anos de fundação, os trabalhadores realizaram um Dia Nacional de Luta em todo o País contra os descomissionamentos sem critérios e outras situações existentes na Caixa que favorecem o assédio moral e a desvalorização dos empregados.

O Acordo Coletivo de Trabalho entre o Banco do Brasil e a Contraf-CUT que institui as Comissões de Conciliação Voluntária (CCV) para demandas referentes à jornada de trabalho, para cargos que tenham a opção de jornada de seis horas diárias, foi assinado nesta quarta, 18. A CCV tem como alvo os bancários que exerceram funções de 8 horas abrangidas pelo acordo e que aderirem ao novo Plano de Carreira de 6 horas dentro da reestruturação em curso desde novembro de 2016 ou que já não estejam em funções passíveis de negociação pelo BB. Os cargos de assistente e analista do plano de funções de 2013 continuam com CCV igual ao acordo anterior. Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a assinatura é importante para a categoria, uma vez que permite a discussão de demandas sem a necessidade de ação judicial. “Contudo é importante a orientação às bancárias e bancários demandantes de forma a tomar a melhor decisão. Para melhores acordos é necessário que o banco melhore os valores transacionados para cada cargo”, afirmou.

Fonte: Contraf-CUT

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