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Carnaval é tempo de festa, mas é preciso ficar atento para se proteger da violência

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Furtos de celulares e assédio sexual são crimes comuns do período; especialistas dão dicas de prevenção e denúncia

 

carnaval protegidoCarnaval é tempo de festa, mas também requer cuidados para se proteger da violência. Entre as ocorrências do período estão, com frequência, o furto de celulares, importunação e assédio sexual.

Os dois últimos são crimes contra a liberdade sexual previstos no Código Penal, mas possuem diferenças. A importunação ocorre quando alguém pratica atos de cunho sexual contra outra pessoa sem o consentimento dela. Por exemplo: toques inapropriados, puxões de cabelo ou do braço, beijos forçados ou ‘roubados’; se esfregar ou ‘encoxar’ alguém; cantadas invasivas; masturbação com foco em alguém.

É um crime mais comum em espaços públicos ou de grande circulação, como transportes, festas e eventos, incluindo os blocos de Carnaval. Já o assédio sexual é quando alguém se aproveita de uma posição hierárquica superior para coagir a vítima com o intuito de obter vantagens sexuais, mais comum em ambiente laboral, acadêmico etc.

No caso dos celulares, especialistas recomendam deixá-lo em pochetes ou doleiras antifurto, ativar biometria e autenticação em dois fatores e evitar desbloqueá-lo no meio da multidão. Para utilizá-lo também é recomendável procurar um local seguro, em espaços fechados - como uma loja, por exemplo.

Já na ocorrência de importunação sexual a vítima deve buscar as autoridades locais para denunciar o caso, mas antes disso priorizar sua segurança, afastando-se rapidamente do agressor e pedindo ajuda a pessoas próximas. No caso de inexistência de patrulhamento no local, a vítima deve ligar para o 190 (Polícia Militar) ou para o 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Na capital paulista está prevista a presença de equipe da secretaria municipal de Direitos Humanos nos circuitos de blocos de rua e no Sambódromo para receber denúncias e acolher vítimas de assédio sexual, racismo, LGBTfobia e outras violações, de acordo com o Protocolo “Não Se Cale”, que reúne ações para prevenir e combater a violência sexual e o assédio em locais de lazer.

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