Evento acontece em Brasília, na sede da Apcef/DF, com a participação de empregados do banco e dirigentes associativos e sindicais
Evento acontece em Brasília, na sede da Apcef/DF, com a participação de empregados do banco e dirigentes associativos e sindicais
Nesta quinta-feira (30/10) a Greve das 6 Horas, mobilização que marcou a história das empregadas e dos empregados da Caixa, completa 40 anos, com celebração na Apcef/DF promovida pela Fenae, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa. O nosso Sindicato participa da atividade, representado pelo presidente, Gheorge Vitti, e o secretário de Relações Sindicais, Hugo Saraiva.
Realizada em 1985, a paralisação nacional de 24 horas contou com adesão total dos trabalhadores do banco e resultou em duas conquistas históricas: a jornada de 6 horas e o direito à sindicalização. Foi uma greve histórica com 100% de adesão dos trabalhadores do banco público e um marco no processo de organização da categoria. Sua realização foi definida no 1º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado em 20 de outubro de 1985, em Brasília (DF).
A atividade desta quinta reúne empregados da ativa e aposentados da Caixa, além de dirigentes associativos e sindicais, em um momento de memória e reconhecimento à luta coletiva que transformou a categoria. O evento acontece no salão social da sede da Associação do Pessoal da Caixa do Distrito Federal (Apcef/DF), ambientado o clima dos anos 1980, para os participantes reviverem momentos marcantes da greve por meio de um grande bate-papo mediado pelo jornalista Eduardo Castro, dividido em três blocos.
Para o presidente do nosso Sindicato, Gheorge Vitti, além de referência histórica, a greve pelas 6h representou o importante ingresso dos empregados do banco público na categoria bancária, dando unidade e fortalecendo a organização. Da mesma forma, destaca o diretor Hugo Saraiva, os empregados do banco saíram beneficiados, por passar a fazer parte de um movimento sindical ativo e com capacidade de luta e negociação em busca de novas conquistas.
Já o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, conta que participou da greve. Recém-contratado no banco, Takemoto afirmou que, na época, enfrentava uma realidade muito diferente da dos empregados de outros bancos: além de não serem considerados bancários, os trabalhadores da Caixa tinham uma jornada de oito horas de trabalho, sem direito à negociação coletiva, sem pauta de reivindicações e sem acordo salarial. “Enquanto os bancários tinham 6 horas e participavam de negociações, nós ficávamos de fora. Foi dessa indignação que nasceu o movimento. Entendemos que também tínhamos direito: direito à jornada de 6 horas, direito à sindicalização, direito a sermos reconhecidos como trabalhadores e trabalhadoras bancários”, apontou, acrescentando que o movimento é referência histórica para a continuidade da luta por melhores condições de trabalho e por atendimento adequado à população.
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