




O Sindicato dos Bancários do ABC esteve nas agências do Itaú dialogando com trabalhadores e trabalhadoras sobre os impactos da reestruturação promovida pelo banco. A atividade faz parte do Dia Nacional de Luta e teve como objetivo denunciar o aumento do adoecimento da categoria, o fechamento de agências e a redução de postos de trabalho, mesmo diante dos lucros bilionários registrados pela instituição.
Durante a visita, os dirigentes conversaram com os bancários sobre a crescente pressão por metas, a sobrecarga de trabalho e a insegurança gerada pelas constantes mudanças na estrutura do banco. Esse cenário tem provocado um aumento preocupante de problemas de saúde, especialmente doenças relacionadas à saúde mental, como ansiedade, depressão e burnout.
Além do adoecimento, o movimento sindical também denuncia a contradição entre os resultados financeiros do banco e a redução da estrutura de atendimento. Nos últimos anos, o Itaú tem fechado agências e cortado empregos, o que impacta diretamente as condições de trabalho dos bancários e o atendimento à população.
Com menos unidades e menos funcionários, as agências que permanecem abertas enfrentam sobrecarga, filas maiores e dificuldades para atender a demanda dos clientes. Essa situação também contribui para intensificar o ritmo de trabalho e aumentar o desgaste da categoria.
O Sindicato dos Bancários do ABC reafirma que seguirá acompanhando a situação nas agências, ouvindo os trabalhadores e cobrando do Itaú respeito aos direitos da categoria, melhores condições de trabalho e políticas efetivas de cuidado com a saúde dos bancários.
A entidade também reforça que continuará mobilizada junto ao movimento sindical nacional para denunciar práticas que precarizam o trabalho e para defender um sistema financeiro que valorize os trabalhadores e ofereça atendimento digno à população.