Atos organizados pela CUT e outras entidades que compõem a Frente Brasil Popular e Povo sem Medo acontecerão em várias capitais do País; Sindicato participa
Atos organizados pela CUT e outras entidades que compõem a Frente Brasil Popular e Povo sem Medo acontecerão em várias capitais do País; Sindicato participa
Nesta quinta-feira (10), milhares de trabalhadores e trabalhadoras realizarão protestos em várias capitais do Brasil para pressionar o Congresso Nacional a aprovar projeto de lei que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês e aumento da taxação para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. A proposta, de autoria do governo federal, prevê ainda descontos do IR aos trabalhadores que ganham até R$ 7 mil por mês.
Os protestos estão sendo organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades que compõem a Frente Brasil Popular e o Povo sem Medo. O movimento sindical bancário também irá aderir às manifestações. Só entre os bancários e bancárias, 54 mil ficarão completamente isentos e outros 68 mil terão redução do imposto de renda, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Pelo fim da desigualdade – Um estudo da Oxfam Brasil, organização britânica de combate à desigualdade, revela que os pobres pagam, proporcionalmente, três vezes mais impostos que os 0,15% mais ricos da população brasileira (e que concentram R$ 1,1 trilhão em renda no país).
Ainda, segundo o levantamento, a concentração extrema de renda revela “um forte viés de raça e gênero”. Com base na PNAD 2024, a Oxfam aponta que, entre os 0,1% mais ricos do país (pessoas com renda média anual de R$ 6 milhões), apenas 19% são mulheres e 20% pessoas negras. Por outro lado, entre os mais pobres, as mulheres negras são as mais prejudicadas com a carga tributária.
O impacto do PL em disputa no Congresso – Desde meados de março tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.087/2025, de autoria do governo federal, para que pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil tenham isenção total e pessoas com renda de até R$ 7 mil isenção parcial do Imposto de Renda. Caso seja aprovado, estima-se que 10 milhões de brasileiros serão somados à atual faixa de contribuintes isentos do IR. O governo também afirma que o PL ampliará para 90% o percentual de contribuintes isentos e com descontos parciais no IR.
Para compensar a perda de receitas com o aumento de isentos e dos que terão descontos no IR, o governo propõe um imposto mínimo de até 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil/mês (ou 600 mil/ano) – o que atingiria somente 141,1 mil brasileiros ou 0,13% dos contribuintes. Mas é justamente por causa deste ponto, sobre o aumento aos mais ricos, que a proposta passou a sofrer resistência no Congresso.
Como forma de atacar o PL, grupos têm utilizado a grande imprensa e redes sociais para propagar que o aumento de impostos para os mais ricos irá prejudicar a economia. Mas análises apontam exatamente o contrário, ou seja, que a economia será beneficiada, porque a população afetada pela isenção ou desconto no imposto de renda terá mais dinheiro no bolso. Uma nota técnica publicada pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Câmara dos Deputados, estima um impulsionamento de, pelo menos, R$ 10 bilhões no consumo agregado, isso no curto prazo.
Veja a seguir a lista das capitais, com os horários, onde ocorrerão os atos desta quinta, 10:
• São Paulo-SP • 18h – MASP;
• Fortaleza-CE • 16h – Estátua de Iracema;
• Belo Horizonte-MG • 17h – Praça 7;
• Rio de Janeiro-RJ • 17h – Bolsa de Valores do Rio;
• São Luís-MA • 16h – Praça Deodoro;
• Curitiba-PR • 18h – Estação Tubo Central;
• Brasília-DF • 16h – Rodoviária do Plano piloto (Plataforma superior)
• Aracaju- SE • 16h – Praça General Valadão- Centro
Fonte: Contraf-CUT, com edição
