Propostas em debate no Congresso apontam para a redução da jornada e mais qualidade de vida para os trabalhadores.

O fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) entrou de vez no debate público e está em tramitação no Congresso Nacional. Entre 2024 e o início de 2026, propostas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal discutem mudanças profundas na jornada de trabalho no Brasil.
Na Câmara, a PEC 8/2025 propõe reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 36 horas, eliminando a obrigatoriedade da escala 6×1. O texto já superou o número mínimo de assinaturas para tramitação. No Senado, propostas como a PEC 148/2025 avançam na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevendo redução gradativa da jornada, com expectativa de avanço nas votações a partir de 2026.
O debate brasileiro acompanha uma tendência mundial. Países como Bélgica, Suécia, Noruega e Islândia já testaram ou adotaram jornadas reduzidas, como a escala 4×3 ou semanas com menos horas, mantendo ou até ampliando a produtividade. Estudos internacionais indicam ganhos em saúde mental, convívio familiar e qualidade de vida, sem prejuízo econômico.
Para Belmiro Moreira, Secretário de Comunicação do Sindicato dos Bancários do ABC, discutir o fim da escala 6×1 é discutir trabalho digno, saúde e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Reduzir a jornada é um passo importante para modernizar as relações de trabalho e colocar a vida dos trabalhadores no centro das decisões.