Sindicato recebeu relatos de trabalhadores do Santander e Bradesco e busca providências
Sindicato recebeu relatos de trabalhadores do Santander e Bradesco e busca providências
O Sindicato recebeu e encaminha denúncias recebidas de bancários sobre sobrecarga de trabalho em agências dos bancos Santander e Bradesco na região.
No primeiro deles, o relato destaca a demissão de vários caixas PCDs sem a devida reposição e uma “pressão absurda” sobre os trabalhadores, sendo que muitos se afastaram nos últimos dias por não aguentarem tamanha cobrança.
Com isso, denuncia o trabalhador, há sobrecarga de função, porque é preciso abrir caixa, atender na gerência e vender, já que há metas a serem cumpridas. “Muitas vezes não é possível nem sair para almoçar por falta de pessoal para cobrir no atendimento”, desabafa.
Já no Bradesco foram retirados gerentes comerciais em grande parte das agências, e as funções foram incorporadas pelos gerentes administrativos, porém não houve a redução das atribuições de retaguarda; as agências não dispõem mais de supervisor e todos os demais cargos são voltados à área comercial.
De acordo com a denúncia recebida, o acúmulo de funções revela a desvalorização do cargo de gerente administrativo, o que é inaceitável, pois ele é “uma das principais presenças na agência” e, com as alterações, não tem como desempenhar satisfatoriamente suas atribuições.
“Acúmulo de função, cobranças de ambos os setores, comercial e administrativo,… será que somos tão fortes assim para suportar?, destaca o autor da denúncia, lembrando que ela representa um “pedido de socorro de um cargo tão desvalorizado que nem reajuste na remuneração teve pelo acúmulo de novas e muitas atribuições, como empréstimos, capitalização, seguros, conversão de contas INSS, Bradesco expresso…”.
O Sindicato se solidariza com os bancários e esclarece que diariamente luta pelo emprego e pela qualidade das condições de trabalho e que irá levar as denúncias às mesas específicas de negociação com cada banco e ao Comando Nacional dos Bancários, sempre preservando a identidade dos denunciantes. “Os bancos relutam em admitir o excesso de pressão e sobrecarga, mas sabemos o quanto ela é real e adoece a categoria bancária”, destaca o presidente do Sindicato, Gheorge Vitti.
