
O Sindicato dos Bancários do ABC acompanhou, junto à Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e representantes da Contraf-CUT, uma reunião com a direção do banco para discutir o fechamento acelerado de agências, a sobrecarga de trabalho e os impactos das metas sobre os bancários e bancárias.
Durante o encontro, a representação dos trabalhadores alertou que a redução das unidades já afeta diretamente empregados e clientes. Em diversas regiões, agências foram fechadas e o atendimento passou a ser concentrado em poucos locais, aumentando filas, pressão e sobrecarga sobre os trabalhadores. Dados do próprio Santander apontam o fechamento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento em 2025. Somente no primeiro trimestre de 2026, outras 63 unidades foram encerradas.
“Os fechamentos de agências, o aumento das metas e a tentativa de impor mudanças nos contratos sem negociação coletiva aumentam ainda mais a pressão e a insegurança dentro do Santander. Quem sofre é o trabalhador, que já enfrenta sobrecarga, adoecimento e cobrança excessiva todos os dias”, afirmou Rafael Feliz Lara, dirigente do Sindicato dos Bancários do ABC e funcionário do Santander.
Outro tema debatido foi o chamado contrato para trabalhadores “hipersuficientes”, encaminhado pelo Santander a empregados com ensino superior e remuneração acima de dois tetos do INSS. O documento prevê mudanças nas relações de trabalho, incluindo questões ligadas à jornada e horas extras, sem negociação coletiva prévia com as entidades sindicais.
A orientação das entidades sindicais segue sendo para que os trabalhadores não assinem qualquer documento sem buscar orientação do Sindicato. Após a pressão do movimento sindical, o banco informou que a aplicação desses acordos permanecerá suspensa até a conclusão de uma análise jurídica sobre o tema.
O Sindicato dos Bancários do ABC reforça que seguirá acompanhando as negociações e cobrando respeito aos direitos da categoria, melhores condições de trabalho e o fim da política de fechamento de agências, que prejudica bancários e toda a população que depende do atendimento presencial.