Bancários do ABC

Santander: fechamento da única agência em Ribeirão Pires gera caos

Cartaz anunciava encerramento em 5 de dezembro, mas nesta data já não houve atendimento, revoltando clientes e usuários

Cartaz anunciava encerramento em 5 de dezembro, mas nesta data já não houve atendimento, revoltando clientes e usuários


O fechamento da única agência do Santander em Ribeirão Pires, denunciado pelo Sindicato em novembro passado, causou caos na cidade na última sexta-feira, 5 de dezembro. Isso porque o comunicado do banco trazia a informação de que a agência encerraria as atividades no dia 5, mas neste dia já não houve atendimento.

Com isso, dezenas de clientes e usuários, entre eles muitos idosos aposentados, ficaram sem receber ou pagar contas, causando grande revolta. A alternativa para atendimento em agência física do Santander só existe com deslocamento para a cidade mais próxima, Mauá, demandando o uso de carro ou transporte público. “Um grande desrespeito do banco com a sociedade brasileira”, destaca o diretor do Sindicato, Rafael Lara.

Ele lembra que o anúncio de fechamento ocorreu poucos dias após um ato nacional de protesto contra o banco ter sido realizado pelas entidades sindicais. O Santander vem precarizando tanto o atendimento à população quanto o ambiente de trabalho e os direitos trabalhistas, promovendo terceirizações fraudulentas. E o fechamento da agência em Ribeirão Pires é só mais uma prova do descaso do banco com os brasileiros.

Sem contrapartida – O grupo espanhol obteve um lucro líquido gerencial de R$ 11,529 bilhões no Brasil nos nove primeiros meses de 2025, um crescimento de 15,1% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, de junho de 2024 a junho de 2025 fechou 558 agências e continua com esse processo. A holding encerrou o terceiro trimestre de 2025 com 51.747 empregados, após eliminar 3.288 postos de trabalho em 12 meses, sendo 2.171 postos a menos apenas no terceiro trimestre deste ano.

“O banco presta serviço essencial e lucra muito no Brasil, mas não oferece contrapartida nem para seus trabalhadores nem para a sociedade. As demissões e o fechamento de agências resultam em grande estresse para os funcionários, que têm de conviver com aumento de trabalho, assédio e cobranças. Com isso aumenta o adoecimento e afastamentos por razões de saúde, complicando ainda mais a qualidade do atendimento. E essa realidade é ainda mais grave com a terceirização fraudulenta praticada pelo banco, que demite o bancário para recontratá-lo de forma terceirizada, sem os direitos da categoria”, destaca o diretor sindical.

Confira as fotos clicando aqui.

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