Diretores conversaram com bancários e clientes no ABC para falar sobre a realidade do trabalho no banco, que adoece trabalhadores e piora o atendimento
Diretores conversaram com bancários e clientes no ABC para falar sobre a realidade do trabalho no banco, que adoece trabalhadores e piora o atendimento
O Sindicato participa nesta terça, 4, do Dia Nacional de Luta no banco Santander. Houve paralisação de agência no ABC, distribuição de boletim e diálogo com os bancários, clientes e usuários.
O protesto é contra o fechamento de agências, demissões e contratação fraudulenta de mão de obra. Esse tipo de contratação começa com a demissão de bancários (que têm direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho – CCT) e posterior recontratação por meio de empresas terceirizadas do grupo espanhol, causando perda de direitos e redução salarial.
As demissões, além de prejudicarem os bancários, causam acúmulo de trabalho e piora no atendimento a clientes e usuários. Além disso, o clima de tensão e excesso de metas leva a afastamentos e mais adoecimento. “O Santander tem plenas condições de manter agências e funcionários, mas prefere penalizar os trabalhadores e a sociedade brasileira”, aponta o diretor sindical Rafael Lara.
O grupo espanhol obteve um lucro líquido gerencial de R$ 11,529 bilhões no Brasil nos nove primeiros meses de 2025 — um crescimento de 15,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas vem fechando agências físicas e avançando nas plataformas digitais, reduzindo o número de empregos no setor. Entre junho de 2024 e junho de 2025 fechou 558 agências.
No total, a holding encerrou o terceiro trimestre de 2025 com 51.747 empregados, eliminando 3.288 postos de trabalho em 12 meses – desses, 2.171 foram cortados no terceiro trimestre deste ano.
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