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Plenária da CUT aprova protocolo para combater discriminação, assédio e violência

Encontro, de 14 a 17 de outubro, define plano de lutas e faz homenagem ao sindicalista – João Batista Gomes

Encontro, de 14 a 17 de outubro, define plano de lutas e faz homenagem ao sindicalista – João Batista Gomes

A 17ª Plenária Nacional João Batista Gomes (Joãozinho) – Novos Tempos, Novos Desafios”, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), termina nesta sexta, 17, com a elaboração de plano de lutas da entidade, além da aprovação de alterações estatutárias, noções e recomposição da direção Executiva e Nacional.

O encontro, cujo nome faz homenagem ao sindicalista João Batista Gomes, o Joãozinho, falecido em abril deste ano, começou no último dia 14 e contou com a presença de lideranças cutistas e de outras centrais sindicais, movimentos sociais das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e partidos políticos. Representantes do nosso Sindicato também estiveram presentes.

Além da emoção que caracterizou a abertura, quando Joãozinho foi lembrado, a plenária trouxe resoluções históricas, como o Protocolo de Prevenção e Ação em Casos de Discriminação, Assédio e Violência, passo importante no combate à violência de gênero e na promoção de ambientes de trabalho e de convivência livres de discriminação e assédio a partir da própria Central.

O protocolo objetiva promover uma cultura de respeito mútuo e garantir um ambiente de trabalho e de convivência livre de toda forma de violência e assédio, e surgiu da necessidade de se estabelecer um mecanismo objetivo e concreto para a prevenção e o combate a comportamentos e condutas inaceitáveis, especialmente contra as mulheres.

Assim, representa um compromisso ético e político da CUT de enfrentar todas as formas de discriminação, assédio e violência, reconhecendo a importância de transformar as relações de trabalho e de convivência para construir espaços realmente livres de assédio.

“Com esse documento a CUT reafirma seu compromisso no enfrentamento de todas as formas de discriminação, assédio e violência, especialmente aquelas baseadas em gênero. Assim como ocorreu com a instituição da paridade de gênero nas instâncias de direção da CUT e de seus sindicatos, o protocolo é vanguarda ao colocar em prática ações positivas e fundamentais pela igualdade de gênero e o respeito e enfrentamento à violência cotidiana”, aponta o secretário de Comunicação do Sindicato e da CUT SP, Belmiro Moreira.

Já a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, destacou que a aprovação e implementação do protocolo representam um avanço civilizatório dentro do movimento sindical. E a vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, afirmou que o protocolo é “um instrumento de transformação social e sindical”.

Transição

O desafio para a “transição justa”, termo que define o processo de modificação da atual economia poluente para uma economia sustentável, incluindo justiça social, ou seja, de enfrentamento às mudanças climáticas de forma equitativa e inclusiva, também foi tema da plenária. Afinal, a organização da classe trabalhadora é fundamental para impedir que as mudanças que já estão acontecendo na economia, por conta da crise climática, não retirem direitos trabalhistas e aprofunde as desigualdades.

A presidenta da CUT Pará, Vera Paulone, alertou que a unidade da classe trabalhadora é essencial, e destacou a situação dos trabalhadores que não estão no eixo Sul-Sudeste. “No Pará, 70% da população economicamente ativa recebe até um salário-mínimo. Ao mesmo tempo estamos sofrendo as fortes consequências das mudanças climáticas, com seca nos rios, falta de chuvas. Esse alto nível de estresse climático nunca foi tão forte em nossa região e está causando adoecimento físico e mental nos trabalhadores locais”, completou.

A dirigente destacou ainda que não haverá transição justa sem financiamento e garantia de trabalho decente. A mesa Desenvolvimento Sustentável contou ainda com a participação de Antônio Lisboa (secretário de Relações Internacionais da CUT); Josana de Lima (coordenadora-geral da CONTRAFI Brasil e secretária-adjunta de Administração e Finanças da CUT Brasil); Cristiana Paiva (secretária da Juventude da CUT); Janaina Meazza (assessora da CUT); e Leandro Horie (técnico do Dieese).

Ao final das exposições, os mais de 500 delegados e delegadas de todo País que participaram do evento, de forma presencial e on-line, aprovaram o texto-base das estratégias de luta do movimento sindical cutista para uma transição justa.

Confira as imagens do evento clicando aqui.

Fonte: CUT, com edição

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