Manifestação nasceu em 1995 e neste ano tem como lema “A vida em primeiro lugar – Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta de todo dia”
Manifestação nasceu em 1995 e neste ano tem como lema “A vida em primeiro lugar – Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta de todo dia”
O Sindicato participa, no próximo 7 de setembro, da 31ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, atividade nacional que, em São Paulo, acontecerá a partir das 9h na Praça da República. E convida toda a categoria à participação, já que as bandeiras a defender têm forte impacto sobre a classe trabalhadora.
O lema deste ano é “A vida em primeiro lugar – Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta de todo dia”, e a ideia é de que, mais do que uma manifestação, o Grito seja um processo de mobilização popular permanente para denunciar a exclusão e buscar alternativas de trabalho e vida dignos. São dos grandes eixos extremamente contemporâneos: o cuidado com a Casa Comum e a defesa da democracia e da soberania nacional.
E o que é o Cuidar da Casa Comum? É esclarecer e buscar prevenção aos desastres ambientais causados pela agressão ao meio ambiente e que atingem comunidades, ampliando desigualdades. Já a pauta da soberania e democracia é a reação às ameaças de forças golpistas e políticas de extrema direita que colocam em risco os direitos sociais, as liberdades individuais e a soberania do País.
“Desde sua origem a proposta do Grito é dar voz aos excluídos, e apenas com democracia isso pode ocorrer. Os trabalhadores brasileiros merecem melhores condições de vida, e isso passa por emprego, justiça social e tributária e, logicamente, a defesa da nossa soberania, pois quem manda no Brasil é o povo brasileiro”, aponta o secretário de imprensa do Sindicato, Belmiro Moreira.
Plebiscito Popular
O 31º Grito dos Excluídos e Excluídas também vem mobilizando o povo para o Plebiscito Popular, que quer saber a vontade dos brasileiros sobre a redução da jornada de trabalho, sem corte de salário e fim da escala 6×1 e a isenção até 5 mil reais e tributação progressiva a partir de 50 mil. Para votar basta acessar o link
https://plebiscitopopular.votabem.com.br/?id=8267IT9285 até o final deste mês.
História
O Grito dos Excluídos nasceu no Brasil em 1995, fruto da 2ª Semana Social Brasileira, promovida pela CNBB em 1993 e 1994 e inspirado pela Campanha da Fraternidade de 1995: “Fraternidade e Excluídos”. O primeiro ato, em 7 de setembro de 1995, teve como lema “A vida em primeiro lugar” e ecoou em 170 localidades. Desde então, o Grito se consolidou como um marco popular de fé, denúncia e esperança.
Em 1999, o Grito atravessou fronteiras e se tornou continental, mobilizando 15 países da América Latina e Caribe. O lançamento simbólico ocorreu em Nova York, com a presença de lideranças como Adolfo Pérez Esquivel (Prêmio Nobel da Paz), Monsenhor Federico Pagura, Frei Betto, Gilmar Mauro e Luiz Bassegio. Hoje, é uma rede viva de resistência e solidariedade que mantém firme a certeza de que o Grito é um só0 e, ainda que se manifeste em diferentes línguas, povos e culturas, traz a força de muitas vozes.
Arte: Anderson Augusto
