Manifestação reuniu mais de 300 entidades nesta sexta na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco
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Manifestação reuniu mais de 300 entidades nesta sexta na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco
O Sindicato participou, na manhã desta sexta, 25, de ato no salão nobre da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, no centro de São Paulo, para defender a soberania do Brasil. A manifestação contou com a presença de mais de 300 entidades.
O objetivo central foi protestar contra a taxação anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, além de denunciar a tentativa de interferência daquele país nas instituições e assuntos internos do Brasil.
O ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, José Dirceu, compareceu ao ato. “O Brasil sempre respeitou a solução pacífica dos conflitos internacionais e a não intervenção nos assuntos de outros países. O Brasil nunca teve um conflito grave comercial com os Estados Unidos. Isso é um pretexto da administração do Trump”, afirmou.
O diretor de Comunicação do nosso Sindicato, Belmiro Moreira, participou da atividade, representando também a CUT-SP. “Somos um povo soberano, um país democrático, e jamais aceitaremos a interferência dos EUA. Trump está defendendo interesses de grandes empresas norte-americanas e de políticos desqualificados, como Bolsonaro. É sem anistia, com democracia e soberania!”, destacou.
O ato resultou em uma carta em defesa da Soberania Nacional, que já nasceu com a adesão de mais de 150 entidades. Leia, abaixo, o conteúdo da carta e acesse o site para participar.
CARTA EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL
A soberania é o poder que um povo tem sobre si mesmo. Há mais de dois séculos, o Brasil se tornou uma nação independente. Neste período, temos lutado para governar nosso próprio destino. Como nação, expressamos a nossa soberania democraticamente e em conformidade com nossa Constituição.
É assim que, diuturnamente, almejamos alcançar a cidadania plena, construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e, ainda, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Nas relações internacionais, o Brasil rege-se pelos princípios da independência nacional, da prevalência dos direitos humanos, da não intervenção, assim como pelo princípio da igualdade entre as nações. É isso o que determina nossa Constituição.
Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação, que busque subordinar nossa liberdade como nação democrática. A nação brasileira jamais abrirá mão de sua soberania, tão arduamente conquistada. Mais do que isso: o Brasil sabe como defender sua soberania.
Nossa Constituição garante aos acusados o direito à ampla defesa. Os processos são julgados com base em provas e as decisões são necessariamente motivadas e públicas. Intromissões estranhas à ordem jurídica nacional são inadmissíveis.
Neste grave momento, em que a soberania nacional é atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil se mobiliza, mais uma vez, na defesa da cidadania, da integridade das instituições e dos interesses sociais e econômicos de todos os brasileiros.
Brasileiras e brasileiros, diálogo e negociação são normais nas relações diplomáticas, violência e arbítrio, não! Nossa soberania é inegociável. Quando a nação é atacada, devemos deixar nossas eventuais diferenças políticas para defender nosso maior patrimônio. Sujeitar-se a esta coação externa significaria abrir mão da nossa própria soberania, pressuposto do Estado Democrático de Direito, e renunciar ao nosso projeto de nação.
SOMOS CEM POR CENTO BRASIL!!
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