É dia nacional de luta, para pressionar os bancos a apresentarem propostas decentes que valorizem seus trabalhadores
É dia nacional de luta, para pressionar os bancos a apresentarem propostas decentes que valorizem seus trabalhadores
O Comando Nacional dos Bancários volta à mesa de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça, 27. Por isso, hoje (26), é dia de luta nacional, com atividades nos locais de trabalho. No Grande ABC, o Sindicato promove manifestações em agências de Santo André (fotos).
Há a expectativa de que a negociação prossiga nos dias seguintes, até sexta-feira (30), para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. Assim, durante essa semana a categoria também intensifica os protestos nas agências, departamentos e redes sociais – nas redes, os bancários usam a hashtag #MerecemosRespeito, sempre marcando a Febraban (@febraban_oficial no Instagram e @Febraban para o X).
“Os bancos estão entre os setores que mais lucram no Brasil, e isso é fruto do trabalho das bancárias e bancários, que merecem valorização! Mas nas negociações os bancos apresentaram propostas indecentes, com rebaixamento e perda real de 0,57%”, aponta o presidente do Sindicato, Gheorge Vitti. Só no ano passado os bancos tiveram lucro de R$ 145 bilhões no País, e isso já descontados os impostos, provisões, gastos com funcionários e equipamentos.
Reivindicações da categoria
– Reajuste salarial que corresponda à reposição pelo INPC acumulado entre setembro de 2023 e agosto de 2024, acrescido do aumento real de 5%;
– Melhoria nos percentuais da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
– Melhorias nas demais verbas, incluindo tickets alimentação e refeição, auxílio creche e auxílio babá.
– Fim da gestão por metas abusivas, que tem gerado adoecimento na categoria;
– Reforço aos mecanismos de combate ao assédio moral e sexual;
– Direito à desconexão fora do horário de trabalho;
– Direitos para pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes;
– Suporte aos pais e mães de filhos com deficiência;
– Mais mulheres na TI;
– Combate à terceirização e garantia de empregos;
– Jornada de trabalho de quatro dias;
– Ampliação do teletrabalho.
