Bancários do ABC

Após cobrança do movimento sindical, Banco do Brasil recua e deixa de exigir visitas presenciais de gerentes PJ

Eles foram informados de que poderão priorizar reuniões com os clientes via videoconferência

Eles foram informados de que poderão priorizar reuniões com os clientes via videoconferência

O Banco do Brasil retirou a obrigatoriedade de que seus gerentes PJ façam visitas presencias para atingir metas. O banco só recuou após cobrança dos sindicatos e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), que denunciaram o risco frente ao aumento exponencial de contaminação por covid-19 e influenza entre os funcionários. Com a mudança, os gerentes agora podem priorizar reuniões com os clientes via videoconferência.

A denúncia dessas ocorrências foi feita na semana passada pelo Sindicato, com a publicação da matéria “Mesmo com aumento dos casos de covid-19, BB exige visitas presenciais para atingimento de metas”, que traz declarações do secretário jurídico da entidade Otoni Lima, também funcionário do banco. Ele alertou para o “verdadeiro absurdo (as visitas presenciais) em meio ao caos”, com o banco se posicionando na contramão de todas as recomendações para proteção de bancários e clientes. Dois dias depois o tema também ganhou destaque no site da Contraf-CUT.

Para Otoni, o novo posicionamento do banco é fundamental à preservação da vida. A comunicação do BB aos gerentes das especializadas PJ sobre a flexibilização da regra de visitas, voltando a aceitar videochamadas e contato telefônico (como era até o ano passado) foi enviada por e-mail, segundo confirmou um trabalhador do banco. “O Sindicato continua atento para garantir medidas protetivas eficazes, e os bancários também devem continuar denunciando para que possamos agir”, completa Otoni.

O comando dos bancários se reúne hoje (18) com a Fenaban. Entre os itens de reivindicação está a retomada (ou ampliação) do home office.

Redação, com informações da Contraf-CUT

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