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Contraf-CUT lança Campanha Nacional de Combate à Discriminação

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Diretores do Sindicato participaram do lançamento; objetivo é que iniciativa se espalhe pelo País, reforçando debate e respeito aos valores humanos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lançou, na quarta, 18, a Campanha Nacional de Combate à Discriminação nos Bancos. O objetivo é valorizar os trabalhadores de todos os gêneros, raças e com deficiência. Os diretores do Sindicato João Pires, Inez Galardinovic e Anaide Silva participaram do lançamento, que aconteceu em São Paulo. A ideia, explicam, é que a iniciativa possa se estender a todos os sindicatos que integram a confederação. O vídeo da campanha pode ser acessado aqui.

Idealizada pelo Coletivo de Gênero, Raça, Orientação Sexual e Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência (CGROS), em parceria com a Secretaria de Comunicação da Contraf-CUT, a campanha pretende ampliar o debate sobre os valores humanos à sociedade, e não apenas ao movimento sindical. As artes para divulgação já estão disponíveis na seção de download do site da Contraf-CUT, e deverão ser utilizadas pelos sindicatos que participam da central.

“A nossa campanha é absolutamente oportuna, já que estamos num momento em que o ódio apareceu com muita força, principalmente o ódio entre classes, nesse cenário de golpe”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. De acordo com o secretário de Comunicação da Contraf-CUT, Gerson Carlos Pereira, a ideia foi criar uma marca que valorizasse, acima de tudo, a condição humana dentro das tendências de comunicação mundial. “Queremos que essa campanha chegue à sociedade e se propague nos veículos digitais, redes sociais etc”, explicou.

Para Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo, é importante levar o debate para as mesas de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Sabemos que a cor da pele tem sido uma dificuldade para que os bancários consigam a ascensão profissional. Os bancos sempre justificam a dificuldade de colocar bancários negros em grandes cargos com a baixa qualificação. Mas sabemos que o governo Lula proporcionou ao povo negro que muitos se formassem, então tem pessoas qualificadas que podem entrar nesse sistema. Infelizmente, o que acontece é realmente um preconceito”, afirmou.

Para Elaine Cutis, secretária da Mulher, as dificuldades sentidas nas negociações, nos últimos meses, motivaram o lançamento da campanha. “Esses acontecimentos e denúncias de preconceito têm sido recorrentes e é importante informar a população. Trouxemos a campanha para levar esse debate a sociedade e acabar com a cultura de ódio”, destacou.

Abrangência - A CGROS sentiu a necessidade de tratar esses temas de forma mais abrangente para a categoria. “A discriminação dentro dos bancos existe, tratam de forma desigual e segregam. Até mesmo entre os nossos colegas também existe a discriminação”, apontou Mauros Salles, secretário de Relações de Trabalho da Contraf-CUT.

As pessoas com deficiência representam um quarto da população brasileira. Cerca de 24 milhões de pessoas ainda passam por situações de constrangimento e discriminação no País. “A pessoa com deficiência (PCD) pode ser mulher, negra e LGBT, o que significa que é triplamente discriminada. Temos que mudar essa ideia, mudar esse contexto, para que pessoas com deficiência sejam mais valorizadas e, também, que não acabe com a lei de cotas. Com a terceirização, o mercado formal para PCD vai ficar defasado. A campanha visa valorizar a PCD”, explicou José Roberto, coordenador do Coletivo Nacional dos Trabalhadores com deficiência da CUT.

A campanha também enfatiza o aumento das discriminações com as reformas, propostas pelo governo golpista. “A sociedade em geral precisa entender o momento único que estamos vivendo para a gente continuar na luta contra os ataques aos nossos direitos, que estão sendo ameaçados. Essas reformas não representam o conjunto dos trabalhadores. É preciso continuar nessa luta por uma sociedade plural, justa e igualitária”, afirmou o diretor executivo da Contraf-CUT, Adilson Barros.

Fonte: Contraf-CUT, com Redação

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