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Irresponsabilidades do Santander são denunciadas em atos pelo mundo

Santander
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Com sede na Espanha, o Grupo Santander é o maior banco da zona do euro. Atua em dez mercados na Europa e Américas e é o principal conglomerado financeiro na América Latina, com destaque para o Brasil – onde o grupo tem seu maior lucro –, México, Argentina e Chile. Com tal posição invejável no setor financeiro, seria de se pressupor que tivesse responsabilidade social nos países onde atua. Mas não é o que se verifica.

No Brasil, dirigentes sindicais protestaram na Torre, matriz do banco, e em mais três centros administrativos da instituição: Vila Santander, Casa 1 e Casa 3. Os dirigentes sindicais entregaram à Superintendência de Relações Sindicais do banco no Brasil uma carta reiterando o pedido de assinatura do acordo de neutralidade. Os sindicatos da base da FETEC-CUT/SP fortaleceram o ato. “A FETEC-CUT/SP esteve presente na manifestação, realizada na capital paulista, além dos sindicatos realizarem atos em suas bases, para mostrar sua indignação contra às más práticas do banco pelo mundo”, afirma Eric Nilson, secretário geral da FETEC-CUT/SP. O banco no Brasil teve lucro recorde de R$ 2,280 bilhões no primeiro trimestre do ano, e mesmo assim, o banco espanhol continua extinguindo empregos: foram 3.245 postos de trabalho eliminados em doze meses e 327 apenas nos primeiros três meses de 2017. “Os trabalhadores brasileiros são responsáveis por 26% do lucro mundial e é onde o banco mais demite. Somente no período entre março de 2016 e o mesmo mês nesse ano, foram mais de três mil cortes. O que piora ainda mais a situação, é que os demitidos são os trabalhadores que estão próximos da aposentadoria ou doentes”, explica Alberto Maranho, diretor da FETEC-CUT/SP. Na Espanha, sete ex-diretores de alto escalão do banco são investigados por suposta lavagem de dinheiro e foram ouvidos pela Justiça, no dia 12 de junho, quando no Brasil e em várias partes do mundo ocorrem protestos contra as más práticas do Santander. Em Porto Rico, Carlos Garcia, ex-diretor do banco, foi um dos principais arquitetos de um modelo perverso de capitalização de juros da dívida pública, do qual o banco espanhol é um dos principais beneficiários. Esse modelo levou a ilha a uma situação extrema de desigualdade social, desemprego e pobreza. E o que é pior: dois ex-diretores do Santander – além de Carlos Garcia, o executivo José Gonzales – fazem parte de uma Junta, composta por sete membros, que impõe um remédio amargo para a dívida que eles mesmos contribuíram para tornar impagável: uma política de corte de gastos públicos que agrava ainda mais a situação calamitosa da ilha, inclusive com fechamento de escolas e hospitais. Tudo isso para pagar juros de uma dívida da qual um dos principais credores é o Santander. Nos Estados Unidos, o banco dá um péssimo exemplo de prática antissindical, ao impedir que seus trabalhadores se organizem em sindicatos.

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