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Trabalhadores das agências do centro de São Caetano do Sul  paralisaram nesta segunda-feira, 20, suas atividades até o meio-dia para pressionar o banco a avançar nas propostas na renovação do acordo específico.

Caminhando para a quarta rodada de negociação os bancários do Santander não viram nenhuma avanço proposto pelo banco até agora, porquanto fizeram manifestação neste dia 20 por todo o Brasil no que foi denominado Dia Nacional de Luta. No ato, os diretores do Sindicato debateram o conteúdo da minuta do Aditivo e distribuiram material pontuando as reivindicações mais desejadas pelo funcionalismo. A próxima rodada de negociação será na próxima quarta (22) durante todo o dia. IMG-20160620-WA0012[1]

Durante terceira rodada de negociação banco se comprometeu a fazer levantamento do sistema de avaliação para torna-lo mais justo

 Na terceira rodada de negociação entre representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) e do Santander, nesta quarta, 8,um dos pontos centrais de discussão foi o sistema de modelo de gestão denominado AQO - Avaliação de Qualidade Operacional, que faz uma espécie de sistematização das reclamações dos clientes e tem dificultado o recebimento da variável nas agências. Já em relação à renovação do acordo aditivo o banco reafirmou a disposição em assinar, mas não avançou em nenhum dos temas propostos.

Pelo modelo da AQO uma simples reclamação (justa ou não) pode ocasionar o desconto de pontos de toda a equipe para o recebimento da variável. E um erro individual pode impactar na premiação de toda a equipe. Há também casos como reclamação referente a cartão de crédito que, nada tendo a ver com o atendimento nas unidades, é colocada em questão para o desconto dos pontos. Todas essas condições foram relatadas aos representantes do Santander.

Segundo o banco, a AQO existe apenas para garantir que as normas regulatórias e os procedimentos sejam cumpridos. O objetivo do modelo, portanto, é diferente do alcance das metas, até porque 95% das agências estão com o índice positivo. Após o exposto na reunião, ficou acertado que o Santander fará um levantamento dos casos apontados para tentar deixar a avaliação mais justa.

Aditivo - Para tratar das cláusulas de saúde e condições de trabalho do acordo aditivo, o banco pretende que a discussão se dê em fóruns específicos. Mas os representantes dos trabalhadores estão cansados da ausência de avanço nesses quesitos ao longo dos anos. “Queremos garantir avanços e que estes sejam compromissados no acordo aditivo, como por exemplo a revisão da política de metas”, aponta o diretor do Sindicato Ageu Ribeiro.

Representantes do banco não apresentaram nenhuma contraproposta, e novo encontro foi marcado para o dia 7

Foi realizada ontem (1), a segunda rodada de negociação entre o Santander e a Comissão de Organização do Empregados sobre a renovação do acordo aditivo. Para o diretor Ageu Ribeiro, que participou do encontro como representante do Sindicato, a avaliação do resultado ​ não foi​ n​ada animadora.​

“Após 19 dias de posse da minuta e um dia inteiro explicando cláusula por cláusula do porquê das nossas reivindicações, os representantes do banco tiveram uma atitude ´protocolar´ e não apresentaram uma única contraproposta. Fizemos um esforço na exposição para ganhar tempo e assim evitar estender a negociação próximo à campanha salarial”, afirma. A próxima reunião ficou marcada para 7 de junho.

Dentre as reivindicações dos trabalhadores do Santander estão jornada gradual para o funcionário que retorna de licença médica, estabilidade provisória para empregados em regime de pré-aposentadoria, discussão de fórmula para tornar mais justa a distribuição do PPRS, aumento da oferta de bolsas de estudo e realocação dos trabalhadores das áreas de sobreposição (decorrentes de fechamento de agências e centros administrativos) para outras áreas administrativas ou para a rede. Além disso, é prioritária a questão do emprego e sua qualidade, ea garantia contra a dispensa imotivada, com reconhecimento dos termos da Convenção 158 da OIT.

​A intenção dos representantes dos bancários é​  avançar em cláusulas baseadas nesta convenção da OIT, contra as demissões imotivadas e também por estabilidade no emprego. ​ ​Isto porque já houve precedente de  estabilidade ​ em acordo feito na época do Banespa​ e nem por isso ​a instituição​  deixava de dar lucro.

Condições de trabalho – Para o movimento sindical a melhoria das condições de trabalho passa por mudanças na forma como são determinadas e cobradas as metas. É preciso que a meta contratada para o mês possa de fato ser cumprida até o final do mês, e não nos primeiros 10 dias, como costuma ocorrer no banco. Outro ponto é que a meta tem de ser compatível com o tamanho da agência e sua localização; ou seja, em caso de redução no número de funcionários, também a meta deve ser reduzida.

Representantes dos trabalhadores entregam a pauta à vice-presidente de RH do banco, Vanessa Lobato
A Contraf-CUT, Federações e Sindicatos entregam nesta quinta-feira (12) ao Santander, em São Paulo, às 15h, as reivindicações específicas dos funcionários para as discussões do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A pauta foi debatida e definida durante Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, que ocorreu durante dois dias, 12 e 13 e abril, na capital paulista, e aprovada em assembleias nos sindicatos. No ABC a assembleia aconteceu nesta quarta-feira, 11 de maio. Entre as reivindicações, estão a garantia de emprego, fim do banco de horas, aumento do patamar mínimo da PPRS, melhorias nos programas de retorno ao trabalho após licença médica, administração dos planos de benefícios pelo Banesprev. Os representantes dos trabalhadores também reivindicam a inclusão no acordo aditivo de cláusula específica que estabeleça a discussão da cláusula 57º da CCT da categoria, sobre o Programa de Desenvolvimento Organizacional para Melhoria Contínua das Relações de Trabalho. A pauta específica é resultado de um amplo debate democrático com os trabalhadores do Santander, que também foram ouvidos por consultas, além dos encontros regionais e encontro nacional, em abril. Emprego – As entidades sindicais também vão realizar um levantamento sobre as demissões que vêm ocorrendo no banco nacionalmente, já que há inclusive informações sobre o fechamento de postos. “A defesa do emprego é prioritária”, destaca o diretor sindical Ageu Ribeiro. Acesse aqui a Minuta

Fonte: Contraf-CUT, com Redação

Encontro terá início às 18h30, na sede do Sindicato

Chegou a hora da renovação do Acordo Aditivo dos trabalhadores com o Santander. Assembleia na sede do Sindicato, a partir das 18h30 do próximo dia 11 vai definir os itens da pauta elaborada no encontro nacional dos funcionários do banco, realizado entre os dias 12 e 13 de abril em São Paulo. De acordo com o diretor sindical Ageu Ribeiro a participação nesta assembleia é fundamental, assim como é fundamental garantir a manutenção de conquistas que já constam no aditivo com sua renovação. Entre estas conquistas ele destaca o pagamento do PPRS e o Boas Prá-ticas, que estabelece normas de conduta para inibir a ocorrência de assédio moral no ambiente de trabalho. “Depois de aprovada em assembleia pelos trabalhadores a minuta será entregue ao banco. Há novas cláusulas que serão reivindicadas (veja abaixo), mas é indispensável garantir a manutenção dos avanços”, destaca o diretor sindical. A sede do Sindicato fica na rua Coronel Francisco Amaro 87, Casa Branca, Santo André. Principais Reivindicações Garantia contra a Dispensa Imotivada: Reconhecer os termos da Convenção nº 158 da OIT. Saúde do Trabalhador Reivindicação de jornada gradual para o funcionário que retorna de licença médica. Estabilidade Provisória para Empregados em Regime de Pré-aposentadoria Todos os empregados gozarão de estabilidade pré-aposentadoria por 36 meses. PPRS: Discutir fórmula para tornar mais justa a distribuição do programa. Aumento da oferta de Bolsa de Estudo Centro de Realocação: Visa a manutenção dos empregos. o banco se compromete a realocar os trabalhadores das áreas de sobreposição, decorrentes de fechamento de agencias e centros administrativos, para outras áreas administrativas ou para a rede.

Lucro do banco no Brasil representa 18% do resultado global. Confira análise do balanço elaborada pelo Dieese
Nos primeiros três meses do ano o Santander obteve um Lucro Líquido Gerencial de R$ 1,660 bilhão, com crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2015, e de 3,3% em relação ao 4º trimestre de 2015. O retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE) ficou em 12,6%, com queda de 0,2 ponto percentual. Análise feita pela subseção do Dieese, na Contraf-CUT, demonstra que o lucro obtido no Brasil representou 18% do lucro global da Instituição, que foi de 1,633 bilhão de euros.  Em comparação ao 1º trimestre de 2015, houve queda da participação quando o lucro do Brasil representou 21% do lucro global. Número de Empregados - A holding do banco encerrou o primeiro trimestre de 2016 com 50.142 empregados, com aumento de 232 postos de trabalho em relação ao mesmo período no ano passado, sendo 118 a mais, no trimestre. Foram abertas 10 agências e 38 PAB’s em doze meses. A carteira de clientes totalizou 32,9 milhões em março de 2016, com acréscimo de 1,5 milhão a mais em um ano. Carteira de Crédito - A Carteira de Crédito Ampliada do banco caiu 3,8% em doze meses e atingiu R$ 312,0 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 7,2% em relação a março de 2015, chegando a R$ 85,6 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas (PJ) alcançaram R$ 130,0 bilhões, com alta de 8,6%. O segmento de pequenas e médias empresas caiu 5,6%, enquanto o segmento de grandes empresas diminuiu em 9,6% em doze meses. Segundo o banco, a carteira de grandes empresas foi impactada pelo efeito da valorização do dólar. Sem esse efeito, a variação dessa carteira, em doze meses seria uma queda de 13%. Assim como a anterior, a carteira de “financiamento ao consumo”, gerada fora da rede de agências, também apresentou queda (9,6%) em 12 meses, totalizando R$ 32,7 milhões. As operações com câmbio e derivativos renderam ao Santander mais de R$ 5,5 bilhões no trimestre, ao passo que, no mesmo período de 2015, os mesmos itens, haviam dado um prejuízo de mais de R$ 4,4 bilhões. Além disso, as despesas de operações com empréstimos e repasses de recursos captados no exterior também caíram significativamente. Todos esses resultados estão vinculados à valorização do real frente ao dólar ocorrida nesse período, em relação ao fim de 2015. Inadimplência - O Índice de Inadimplência superior a 90 dias apresentou alta de 0,3 ponto percentual em relação ao 1º trimestre de 2015, ficando em 3,3%. Ainda assim, foram reduzidas as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 8,5%, totalizando R$ 2,6 bilhões. A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 9,3% em doze meses, totalizando R$ 3,1 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram 14,5%, atingindo R$ 2,1 bilhão. Assim, em março de 2016, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 144,93%.  

Fonte: Contraf-CUT com Dieese

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