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Na manhã desta terça-feira, 26, o banco Santander teve suas atividades paralisadas nas agências de cinco cidades da Região  - Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá - devido ao pouco caso que está fazendo na mesa de negociação para a renovação de acordo específico dos funcionários.

"Já faz mais de dois meses desde a entrega da minuta de reivindicação e a direçao do banco só apresentou propostas com retrocesso: limite de concessão de bolsas (concede com meritocracia) de estudo e a retirada de benefícios têm sido a tônica da conversa", disse Eric Nilson Lopes, funcionário do Santander, diretor do Sindicato e secretário-geral da Fetec-SP - Federação dos Bancários da CUT.

Para agravar a situação, está sendo exigido dos caixas que exerçam a nova função de Agente Comercial, desvirtuando assim a tarefa que é inerente ao cargo de pagar e receber para a venda de produtos no balcão.

"A paralisação foi de retardamento por uma hora no atendimento, no entanto caso permaneça esse impasse, continuaremos com as paralisações", alerta Eric.

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Na manhã desta quarta, 20, a expectativa dos representantes sindicais era grande quanto a uma resposta por parte do Banco às reivindicações dos trabalhadores para fechamento do Acordo Aditivo. "Até por que já faz mais de dois meses desde a entrega da minuta e já chegamos na sexta rodada de negociação", aponta Ageu Ribeiro, diretor do Sindicato e integrante da COE - Comissão de Organização dos Empregados do Santander.

Um Acordo Possível

A COE avalia que as reivindicações não contêm nenhum absurdo contratual. As metas, por exemplo. O que se reivindica é que sejam factíveis e mais humanas e que não se mude a regra do jogo durante uma campanha, um desafio. Reivindica-se também  uma PPRS mais justa e não simplesmente corrigida pelo índice da Fenaban como quer o banco. Ampliação da Bolsas de Estudo sem restrições e sem meritocracia assim como  empréstimo de férias são cláusulas também facilmente negociáveis e com despesas residuais para a instituição.

Tentativa de extinção de benefício 

Além de nada apresentar e deixando todos frustrados, a direção do Santander foi cobrada durante a reunião  pela retirada do beneficio de dois salários para quem completa 25 de casa. "Orientamos aos trabalhadores elegíveis que procurem o Sindicato para podermos tomar providências caso o Banco se mantenha intransigente", orienta Eric Nilson, Secretario-Geral da Fetec e um dos idealizadores na construção do benefício.
Agente Comercial: projeto tem de ser combatido
A implantação do novo cargo já está em pleno andamento em várias agências e, embora estivesse de fora da pauta do Aditivo, foi questionado o projeto durante as negociações. O banco não deu sinal que irá parar, pelo contrário, já está  exigindo dos caixas o curso de CPA10. "Não vamos aceitar este absurdo que estão fazendo com o pessoal de seis horas", avisa Ageu. "Vamos envidar todos os esforços para tentar barrar esse projeto que significa o desaparecimento da função de caixa", denuncia.

Próximo encontro está marcado para 13 de julho

nego_santanderNa quinta negociação com os representantes do Santander, ocorrida nesta quarta, 6, o banco se mostrou um pouco mais flexível para discussão de temas como o sistema de modelo de gestão AQO - Avaliação de Qualidade Operacional, embora sem ainda apresentar contraproposta às reivindicações. Os principais avanços do encontro estão relacionados à concessão das bolsas de estudo para os elegíveis, pois algumas limitações foram derrubadas.

Entre elas está o condicionamento da concessão da bolsa aos que não apresentassem problema disciplinar e a aplicação do critério de meritocracia. As duas condições foram retiradas. “Mesmo de forma tímida, demos início a um diálogo. Esperamos que a conversa prossiga e a negociação se torne cada vez mais produtiva, para que possamos renovar o acordo aditivo com avanços”, aponta o secretário-geral da Fetec-CUT, Eric Nilson. A nova rodada de negociação está marcada para ocorrer no próximo 13 de junho.

Outro item discutido na reunião desta quarta foi o reajuste no valor do PPRS. O banco propôs que seja adotado o mesmo índice que for definido na campanha salarial deste ano. Mas, na avaliação do diretor sindical Ageu Moreira, essa não é uma boa proposta e nem tornaria mais justa a distribuição do programa, como se reivindica. “O PPRS não tem como base um índice, mas um bônus, a partir dos resultados do banco, o que é um valor muito maior. Não tem sentido abrir mão disso”, aponta Ageu.

Uma nova rodada de negociação com o banco deve ocorrer nesta quarta, 6 Trabalhadores do Santander de vários estados brasileiros participaram, na manhã dessa terça, 5, de atividade na Torre do banco, na Marginal Pinheiros, em São Paulo. O protesto reivindicou a inclusão de avanços na renovação do acordo aditivo. “Especificamente de São Paulo, conseguimos hoje reunir vários sindicatos, fortalecendo nossa reivindicação”, apontou Eric Nilson, secretário-geral da Fetec-SP, entidade que agrega 14 sindicatos no Estado. Até agora já ocorreram três rodadas de negociação com os representantes do Santander. Embora o banco assegure a renovação do acordo, o mesmo não acontece com a inclusão de itens que representariam avanços para os trabalhadores, especialmente nas áreas de saúde e condições de trabalho, que o Santander quer discutir em fóruns específicos. “Queremos que os avanços sejam garantidos e compromissados no acordo aditivo, como por exemplo a revisão da política de metas”, aponta o diretor do Sindicato Ageu Ribeiro, ao falar sobre o problema das metas abusivas. Uma nova rodada de negociação com os representantes do banco deve ocorrer nesta quarta, 6.

[caption id="attachment_11059" align="alignright" width="464"]imagemsantander Em cartaz divulgado pelo próprio banco, alteração nas funções dos caixas já é anunciada[/caption]   Banco desrespeita Cadastro Brasileiro de Ocupações e promove sobrecarga de trabalho; dia 5 tem protesto para que aditivo seja renovado com avanços, sem retrocessos Caixas do banco Santander poderão ter que contatar clientes para oferecer produtos, cobrar dívidas, acertar renegociações. A exemplo que ocorre com os gerentes, eles terão um portal para efetuar esses contatos, e as metas de atendimento estarão atreladas às metas comerciais. A informação já circula em várias agências do banco. Mas o Sindicato alerta: há aí um desvio de função e sobrecarga de trabalho. “Já levamos essa discussão ao banco, pois estamos negociando a renovação do aditivo e não queremos que os direitos dos caixas sejam atingidos. Mas a resposta do Santander foi evasiva”, esclarece o diretor sindical Ageu Moreira. Juridicamente, essa nova atribuição aos caixas é contestável, embasada no Cadastro Brasileiro de Ocupações, que discrimina as tarefas específicas desse profissional. O banco, porém, pode criar a função do ´agente comercial´ para fazer essa ´adequação´. Adoecimento - A sobrecarga de trabalho, ainda que venha com nova nomenclatura ou mesmo com status de promoção, apenas reforça o risco de adoecimento do bancário, que já é bem alto. “Queremos garantir itens que propiciem melhor qualidade de vida ao bancário na renovação do aditivo, e a mudança na função dos caixas vai de encontro a isso”, afirma Ageu, destacando a atividade que acontece no próximo 5 de julho na Torre para reivindicar a renovação, com avanços, do acordo aditivo com o Santander.  

Proposta do banco não atende às reivindicações dos bancários

santander-frustra-trabalhadores-em-negociacao-da-renovacao-d_2a2748f12184e8112e903807c79a2a89A Contraf-CUT, assessorada pela COE-Comissão de Organização dos Empregados do Santander reuniu-se com o banco nesta quarta-feira (22), em São Paulo, para discutir a renovação do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O banco propôs a renovação do aditivo na totalidade, porém, com algumas inclusões e uma alteração, que não atendem às reivindicações dos bancários.

O banco propõe alterações na cláusula de bolsas auxílio estudo que dificultariam o acesso do trabalhador ao benefício, além de não reajustar o valor. O Santander também se limita a discutir em outro momento questões que afligem os funcionários, em temas como saúde e condições de trabalho.

Os representantes dos bancários avaliaram que esta proposta da forma como está é um retrocesso em relação ao Acordo Aditivo anterior, além de não avançar, traz uma cláusula piorada, como a das bolsas auxílio estudo.

Sobre o PPRS- Programa de Participação nos Resultados Santander, o banco não apresentou proposta, alegando não ter tido tempo hábil para isso. O banco também informou que não haverá negociação na próxima quarta-feira e que só voltará a negociar na semana seguinte com previsão para o dia 6, data ainda será confirmada.

Fonte: Contraf-CUT

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