Área restrita

O Itaú informou que vai creditar no dia 22 de setembro a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais a Participação Complementar nos Resultados (PCR) na conta de seus funcionários. “Os dois valores poderiam ser pagos até dia 02 de outubro e, graças à reivindicação do Sindicato, conseguimos essa antecipação”, disse Adma Gomes, diretora do Sindicato e funcionária do banco.

Da PLR serão creditados 54% do salário, mais R$ 1.346,15, além de adicional de R$ 2.243,58. O valor referente à PCR é de R$ 2.535,87. O PCR é pago para os bancários da holding, incluindo os financiários da Microinvest e Luizacred. A parcela de PCR dos financiários foi de R$ 2.576,09, um reajuste de 4,38%. 

O pagamento da PLR para todos os bancários está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada em 2016 e válida até 2018. Pelo acordo, o prazo final para crédito é 30 de setembro. A antecipação para o dia 22 atende a uma reivindicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Para os bancários do Itaú Unibanco também valem as regras estabelecidas no Acordo Coletivo de Trabalho para Pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados específico para trabalhadores do banco, que prevê, também o pagamento da Participação Complementar nos Resultados (PCR). Para 2017 o valor a ser reajustado será de R$ 2.468,00 pelo índice da campanha salarial + 1% de aumento real. Se o ROE Médio Recorrente Anualizado, retorno sobre o patrimônio líquido, for maior que 23%, o valor reajustado será de R$ 2.587,00 e para 2018 o critério de reajuste será o mesmo aplicado em 2017.

“O PCR, que distribui de forma linear um bônus anual para todos os empregados do Itaú desde 2003 e não é descontado da PLR, foi fruto de negociação e luta da categoria e, desde então, vem sendo reajustado positivamente todos os anos”, finaliza Adma.

Fonte: Contraf-CUT com redação

Tarifas cobradas de clientes contribui para aumento do lucro do banco

O banco Itaú obteve um lucro líquido recorrente (que exclui efeitos extraordinários) de R$ 12,345 bilhões no primeiro semestre de 2017. Um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2016. A rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado – ROE) ficou em 21,8%, uma alta de 1,7 pontos percentuais em doze meses. “O Itaú, assim como o Santander e o Bradesco, os três maiores bancos privados do país, continuam lucrando muito. Mas, parecem não ter nenhum compromisso com a retomada do crescimento econômico. Continuam praticando juros altíssimos e reduzindo o quadro de funcionários. Ou seja, dificultam o crédito e reduzem a massa salarial. O dinheiro não circula na sociedade, a economia não gira. Pensam apenas no próprio crescimento”, lamenta Roberto von der Osten, presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A holding encerrou o primeiro trimestre de 2017 com 81.252 empregados no país, uma redução de 961 postos de trabalho em relação a junho de 2016. Foram abertas 39 agências digitais (que já somam 154 unidades) e fechadas 184 agências físicas no país em doze meses. O total de agências e pontos de atendimento do banco no Brasil e exterior, em março de 2017, foi de 4.955. Demissões injustificáveis Para o movimento sindical, a continuidade de corte de postos de trabalho pelo banco é injustificável. “Não conseguimos entender a continuidade de cortes de postos de trabalho pelo Itaú. O número de operações aumenta, a carteira de crédito e a receita com prestação de serviços e com também. Somente com o que arrecada com tarifas bancárias o banco consegue cobrir toda a despesa que tem com pessoal e ainda sobra 60,4% do valor arrecado somente com este tipo de operação, sem contar os altos lucros que o banco tem com as demais transações, ainda mais rentáveis. A única explicação é a de que o banco pensa apenas no seu crescimento, no seu lucro”, disse Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. A receita do banco com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias apresentou crescimento de 7,3% no período, totalizando R$ 17,3 bilhões. As despesas de pessoal subiram 9,2%, atingindo R$ 10,8 bilhões. Em junho de 2017, a cobertura da despesa de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 160,4%. O total da Carteira de Crédito do banco decresceu 4,2% em relação a junho de 2016, atingindo R$ 587,3 bilhões (no trimestre houve retração de 1,0%). As operações com pessoas físicas recuaram 1,8% em doze meses, chegando a R$ 179,4 bilhões (-0,6% no trimestre). Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 235,2 bilhões, com redução de 6,3% em doze meses e 0,6% no trimestre. Na América Latina, a queda foi de 1,1% em doze meses, mas, apresentou alta de 3,3% no trimestre, chegando a R$ 137,7 bilhões. Clique AQUI para ver a análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) sobre o balanço do Itaú do 1º semestre de 2017.

Fonte: Contraf-CUT