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contraf-cut-assessorada-pela-coe-bradesco-debate-conquistas-_ab4d35b84c0a0d77fed57b9ced8c1df6Em reunião realizada nesta terça-feira (11), na sede do Bradesco, na Cidade de Deus, em São Paulo, a Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, debateu a pauta de reivindicações trazendo conquistas para os trabalhadores.

A realização desta reunião foi importante para avançar nos pontos de reivindicações dos funcionários do Bradesco como, por exemplo, na questão dos vales alimentação e refeição, onde cada bancário e bancária terá sua própria governabilidade. Outra importante conquista foi sobre a licença-maternidade garantida para casais do mesmo sexo, o que representa estabilidade tanto para a família quanto para a sociedade.

Um dos destaques da mesa foi a conversão dos valores dos Vales Alimentação (VA) e Refeição (VR). Pela primeira vez o banco vai estar disponibilizando, a partir de setembro deste ano, a transferência de valores entre o VA e VR. “O bancário pode optar por transferir qualquer valor do VA para o VR ou vice e versa, a qualquer momento, inclusive a 13ª cesta alimentação. Desde que não zere um dos cartões para não o deixar inativo”, explicou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Bradesco, Gheorge Vitti.

Este programa de conversão de valores será implementado a partir da primeira quinzena de setembro. O bancário poderá fazer a transição de valores através do SAP do portal do banco, até o dia 10 de todo mês.

Licença-maternidade adoção para casais do mesmo sexo

Outro ponto de avanço obtido na reunião foi sobre a licença-maternidade adoção para casais homoafetivos.

A COE do Bradesco conseguiu que o banco garantisse a licença-maternidade adoção e a estabilidade para parceiros do mesmo sexo. Ou seja, será concedido para um(a) parceiro(a) do casal homoafetivo a licença-maternidade de 120 dias ou 180 dias, conforme opção do trabalhador ou da trabalhadora.

Os representantes dos trabalhadores também reivindicaram a licença-paternidade para o casal e o banco disse que vai avaliar o assunto.

Parcelamento do adiantamento do salário de férias

A Comissão de Organização dos Empregados insistiu sobre o parcelamento do adiantamento do salário de férias. Sem avanço, esta pauta continua em negociação. Será discutida na próxima reunião.

Assembleias no mês de maio

Na ocasião, foi dado informe ao banco que no mês de maio serão realizadas assembleias para aprovação junto aos trabalhadores para os seguintes acordos:

- ponto eletrônico;

- CIPA treinet;

- Bradesco investimento.

“Vale ressaltar que é importante que exista uma mesa permanente com o banco para que a gente aproxime a realidade vivida pelo bancário e a realidade vivida pela direção do banco”, destacou o coordenador da Coe do Bradesco.

Demissões continuam e banco não age com transparência

Na defesa do emprego, a COE do Bradesco cobrou do banco explicações sobre o número de demissões. Em 2015, o banco demitiu 2.613 funcionários, em 2016, houve 3.121 cortes de postos de trabalho e no primeiro trimestre de 2017, cerca de 1.200 bancários e bancárias foram demitidos.

“As demissões continuam a todo vapor e o banco nega. A conta não fecha e vamos continuar na defesa do emprego dos trabalhadores”, pontua Gheorge Vitti.

Fonte: Contraf-CUT

Bloco de Carnaval dos Bancários do ABC.Intitulada como "Carnaval de Demisões" os bancários realizaram atividades por todo o Brasil contra as dispensas ocorridas no banco Bradesco.

No ABC o protesto percorreu as principais ruas do centro de Santo André, com muita animação para chamar a atenção dos clientes e usuários da situação do banco. Artistas da ARCA, de Ribeirão Pires, participaram do ato.

"Aqui na Região do ABC e em várias cidades do país, os bancários do Bradesco saíram às ruas para mostrar a indignação dos funcionários, pois, apesar do lucro de R$ 17 bilhões em 2016, só no último trimestre o banco reduziu em 1.129 os postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015", disse Gheorge Vitti, coordenador da COE Bradesco e secretário geral do Sindicato.

As demissões, que ampliam o total de desempregados no País, também pioram as condições de trabalho para os que permanecem na agência, pelo aumento da demanda, e pioram o atendimento a clientes e usuários.

Com a incorporação do HSBC, em julho de 2016, o Bradesco aumentou ainda mais seu valor patrimonial, além de conquistar também novas possibilidades de negócios com a migração da carteira de 5 milhões de clientes do HSBC. "Este número de demissões, muito acima da média, prejudica funcionários demitidos, pais e mães de família, e também bancários que permanecem na instituição, que ficam ainda mais sobrecarregados; além de clientes, que têm o atendimento precarizado e enfrentam filas cada vez maiores", finaliza Gheorge.

Durante a atividade foi distribuído material explicativo para funcionários, clientes e usuários do banco.

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Antecipação do pagamento atende à solicitação enviada a todos aos bancos  
O Bradesco paga nesta sexta, 10, a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o  valor adicional. A instituição financeira atende à solicitação da Contraf-CUT encaminhada a todos os bancos. A data-limite é 2 de março, conforme a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Quem ganha até R$ 4.300,00 no Bradesco vai receber o teto da PLR, 2,2 salários, descontada a primeira parcela paga em outubro do ano passado. O valor da PLR adicional é de R$ 4.346, 69, descontada, também, a primeira parcela efetuada, de R$ 2.102,40. Conforme anunciado hoje, o lucro líquido do Bradesco em 2016 alcançou R$ 15,084 bilhões. O balanço está sendo analisado pelo Dieese e as informações serão divulgadas em breve pela Contraf-CUT. Confira o cálculo da PLR - PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 2.183,53 limitado a R$ 11.713,59. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.769,88 PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.367,07. Antecipação da PLR - Os bancários receberam no ano passado 54% do salário reajustado em setembro de 2016, mais fixo de R$ 1.310,12, limitado a R$ 7.028,15 e ao teto de 12,8% do lucro líquido no primeiro semestre.   Fonte: Contraf-CUT

No último trimestre houve redução de 1.129 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015
Enquanto outros setores amargam prejuízos, os bancos continuam a lucrar. No ano de 2016, o Lucro Líquido Ajustado do Bradesco foi de R$ 17,121 bilhões, o que significou uma redução de 4,2% em relação ao ano de 2015. Análise feita pelo Dieese, a partir do balanço do banco, divulgado na última quinta, 2, ressalta que no último trimestre, o lucro registrado foi de R$ 4,385 bilhões, com queda de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2015. O retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido médio foi de 17,6%, 2,9 pontos percentuais a menos do que em dezembro de 2015. Esses são os primeiros resultados anuais apresentados pelo banco após a aquisição do HSBC Brasil. Veja aqui íntegra da análise do Balanço do Bradesco Redução de postos de trabalho O número de empregados da holding em dezembro de 2016 foi de 108.793, sendo que era de 92.961 em dezembro de 2015, um aumento de 17,2%, relacionado à incorporação dos trabalhadores do HSBC Brasil. Foram acrescentados ao banco 15.932 postos de trabalho no ano de 2016, no entanto, no último trimestre, houve redução de 1.129 postos de trabalho. Crescimento das operações de crédito As operações de crédito cresceram 8,6% em doze meses (com redução de 1,3% no trimestre), atingindo um montante de R$ 515,0 bilhões, considerando a consolidação com o HSBC Brasil. As operações com pessoas físicas cresceram 16,4% em relação a 2015, chegando a R$ 172 bilhões, o que representa 33,4% do total das operações de crédito. Os produtos com maior crescimento foram financiamento imobiliário (+41,8%) e cartão de crédito (+24,6%). Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 342,9 bilhões, com elevação de 5,1% em comparação a dezembro de 2015, totalizando 66,5% do total do crédito. Os principais destaques dessa carteira foram operações com risco de crédito – carteira comercial (debêntures e notas promissórias) (+21,2%); e financiamento à exportação (+20,2%). Inadimplência O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou elevação de 1,4 ponto percentual em relação ao 4º trimestre de 2015, ficando em 5,5% (no trimestre, queda de 0,1 ponto percentual.). O banco elevou suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 17,2% em doze meses, atingindo montante de R$ 24,2 bilhões, o que impactou negativamente o resultado do banco. Receita e despesas A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 11,8% em doze meses, totalizando R$ 21,6 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram 20%, chegando a R$ 17,6 bilhões; com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco ficou em 122,3% em 2016 (9,0 pontos percentuais a menos do que em 2015).  
Fontes: Contraf-CUT e Dieese

O Bradesco acaba de informar à Contraf-CUT que pagará a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 10 de fevereiro, sexta-feira da próxima semana. Conforme a convenção coletiva dos bancários, o banco deverá creditar o restante da regra básica e a parcela adicional. A parcela adicional será de R$4.346,69. Mais informações serão divulgadas em breve

Fonte: Contraf-CUT

 
Bradesco está no topo: foram 2.617 reclamações consideradas procedentes em novembro e dezembro de 2016
 
O Bradesco, o Santander e a Caixa são as instituições que aparecem na liderança do mais recente Ranking de Instituições por Índice de Reclamações, divulgado na segunda-feira, 16, pelo Banco Central. No topo do ranking, referente ao período novembro/dezembro, está o Bradesco, com índice de reclamações de 28,30. Nesta lista, são consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes. Reclamações são referentes ao período novembro/dezembro

Pela metodologia do BC, este índice é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes, dividido pelo número total de clientes do banco e multiplicado por um fator fixo (1.000.000). No caso do Bradesco, foram 2.617 reclamações consideradas procedentes em novembro e dezembro, numa base total de 95.455.480 clientes. 

Na segunda posição entre os bancos que foram alvos de reclamações aparece o Santander, com índice de 16,37 (607 reclamações procedentes e 37.065.391 clientes). Na terceira posição do ranking está a Caixa, com índice de 16,34, resultado de 1.357 reclamações procedentes numa base de 83.020.990 clientes.

Na sequência do ranking, ainda considerando os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes, aparecem Banco do Brasil (índice de 13,26), Itaú (12,11), Banrisul (12,11), Votorantim (5,53), Pernambucanas (0,46), Midway (0,32) e Banco do Nordeste (0,00). 

O ranking principal divulgado hoje passou a ser bimestral em setembro do ano passado e trouxe mudanças na forma de organização das instituições. A base de clientes para formulação do ranking passou a contemplar operações iguais ou superiores a R$ 200. Antes, a base era de R$ 1 mil. Ao mesmo tempo, as instituições foram organizadas levando-se em conta o parâmetro mínimo de 4 milhões de clientes.

Com isso, instituições como BMG e Banco Pan, que figuravam no ranking antigo, passaram a aparecer em outro ranking, de instituições com menos de 4 milhões de clientes. Neste caso, a liderança do período novembro/dezembro é do Safra, com índice de reclamações de 126,60. Depois aparecem Pan (92,68) e Intermedium (89,48). 

Queixas - Entre os assuntos que mais motivam reclamações por parte dos clientes, o campeão é o item "outras irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços". Ao todo, de acordo com o BC, este assunto gerou 1.045 reclamações com indícios de descumprimento das regras em vigor.  Na sequência dos assuntos mais reclamados aparecem "oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada" e, em seguida, "irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito".

Fonte: Contraf-CUT, com Diário do Nordeste e BC

 

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