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Instituição financeira atende à solicitação da Contraf-CUT, federações e sindicatos

O Bradesco pagará na próxima sexta (15) a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “A instituição financeira atende à solicitação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) , encaminhada a todos os bancos, para a antecipação do valor, definido de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para o período 2016/2018”, afirma Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT.

A antecipação da PLR corresponde a 54% do salário mais o valor de R$ 1.346,15. A parcela adicional é de R$ 2.243,58.

Fonte: Contraf-CUT

Assinatura de documentos possuem validade nacional e também firma compromisso sobre telebanco com sindicatos de Curitiba e São Paulo

assinatura bradesco1A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos assinaram na tarde desta segunda-feira (4), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, quatro acordos coletivos aditivos à CCT relacionados à direitos específicos conquistados pelos trabalhadores do Bradesco.

A assinatura dos documentos garante o Sistema Alternativo de Controle de Jornada de Trabalho 2017/2019 (Ponto eletrônico), a Análise de Crédito, de Atendimento e de Suporte do Banco Bradesco Financiamentos 2017/2019 e Programa de Capacitação Designado CIPA” 2017/2019 (CIPA Treinet), que abrangem todo o país.   

Para o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, os acordos garantem direitos específicos conquistados pelos bancários do Bradesco. "É um grande avanço e vai dar mais segurança ao trabalhador. Além disso, agora ele poderá participar efetivamente dos debates sobre a jornada de trabalho", disse.  

Os sindicatos dos bancários de São Paulo e Curitiba também assinaram um documento referente ao Telebanco, no qual ficou definido que os trabalhadores do teleatendimento irão receber um adicional R$53,45 para os dias trabalhados aos sábados, domingos e feriados. Para aqueles que ocupam cargo remunerado com gratificação de função de confiança, o valor adicional será acrescido de 55%.

“A assinatura destes acordos somente foi possível porque, antes conquistamos o direito de discutir sobre a jornada de trabalho e criamos um GT com esta finalidade. Mas, a discussão se tornará mais efetiva com a possibilidade de real controle do horário de entrada e saída”, explicou Gheorge Vitti, diretor do Sindicato e coordenador da COE do Bradesco.

Além de Gheorge, também estiveram presentes na reunião o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, a vice-presidenta Juvandia Moreira  e representantes do Sindicato dos Bancários do ABC; de São Paulo, Osasco e região; e da Bahia. Outras federações foram representadas pela Contraf, após enviarem procuração à entidade.

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Serão três acordos com validade nacional; o quarto acordo, sobre o telebanco, será assinado pelos sindicatos de Curitiba e São Paulo

Os trabalhadores do Bradesco, por meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e por suas federações e sindicatos associados, assinarão na segunda-feira (4), às 14h, três acordos específicos com o Bradesco. Um sobre Sistema Alternativo de Controle de Jornada de Trabalho 2017/2019; outro referente às áreas de Análise de Crédito, de Atendimento e de Suporte do Banco Bradesco Financiamentos 2017/2019; e o terceiro sobre o “Programa de Capacitação Designado CIPA” 2017/2019. O ato das assinaturas acontecerá na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

“São acordos importantes que garantem direitos específicos conquistados pelos bancários do Bradesco. O acordo sobre o Ponto Eletrônico, por exemplo, dá mais segurança ao trabalhador e lhe garante o recebimento correto das horas que ele, efetivamente trabalhou”, disse Gheorge Vitti, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.

Segundo Gheorge, foram constatados casos de realização de serviços com a senha do trabalhador que, pela marcação do ponto, não estavam em horário de trabalho. “Com esse acordo, se o trabalhador não estiver no local de trabalho, não poderá ser aberta nenhuma estação com seu login. Isso impede a realização de qualquer serviço em seu nome e os problemas que isso pode acarretar. Além disso, será possível o controle das horas efetivamente trabalhadas e seu pagamento pelo banco. Não dará mais para o superior pedir para o empregado marcar a saída no ponto, mas continuar trabalhando”, explicou.

Com o novo sistema, cada trabalhador poderá fazer login em uma estação/terminal e somente após passar o cartão para dar entrada. Ao dar saída o sistema trava o terminal/estação de trabalho.

O coordenador da COE do Bradesco explicou ainda que a assinatura do acordo sobre o ponto eletrônico permitirá que os trabalhadores possam participar efetivamente dos debates sobre a jornada. “A assinatura deste acordo somente foi possível porque, antes conquistamos o direito de discutir sobre a jornada de trabalho e criamos um GT com esta finalidade. Mas, a discussão se tornará mais efetiva com a possibilidade de real controle do horário de entrada e saída”, completou Gheorge.

Telebanco
Além dos três acordos que serão válidos para todo território nacional, os sindicatos dos bancários de São Paulo e de Curitiba também assinarão um acordo referente ao Telebanco.

Neste acordo, ficou definido que, entre outras questões, os trabalhadores do teleatendimento irão receber um adicional de R$ 53,45 para os dias trabalhados aos sábados, domingos e feriados. Para aqueles que ocupam cargo remunerado com gratificação de função de confiança, o valor adicional será acrescido de 55%.

“É um grande avanço que vai permitir a equiparação do valor recebido por todos os trabalhadores do teleatendimento ao recebido por aqueles que trabalhavam no telebanco do HSBC, em Curitiba, que foram incorporados pelo Bradesco”, explicou Sandra Regina, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e funcionária do Bradesco.

O adicional será reajustado, mensalmente, até que ao fim de 24 meses atinja R$ 71,14, equiparando-se ao valor pago aos ex-atendentes do HSBC de Curitiba, incorporados pelo Bradesco.

Além disso, também ficou estabelecido intervalo de 30 minutos para almoço e mais duas pausas de 10 minutos, sem acréscimo no final da jornada, nem prejuízo para o tempo destinado à alimentação e repouso.

Fonte: Contraf-CUT

Resultado foi impulsionado, entre outros, pelo aumento do lucro com as tarifas cobradas dos clientes

O Bradesco obteve lucro líquido ajustado de R$ 9,352 bilhões no primeiro semestre de 2017. O resultado é 13% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado, quando o banco lucrou R$ 8,274 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 18,2%, com aumento de 0,8 p.p. em doze meses.

"O sistema financeiro no Brasil é altamente lucrativo. Basta analisar os balanços dos bancos para ver que, mesmo com crise econômica, os lucros sempre são, no mínimo, na ordem dos bilhões. É uma pena que para alcançar estas marcas eles arrochem seus funcionários e esfolem seus clientes com as altas taxas pelos serviços que, muitas vezes, são executados pelos próprios clientes", criticou Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Ganha muito O banco afirma em seu relatório, que um dos fatores que impulsionou seu lucro no período foi o aumento das receitas com prestação de serviços e tarifas cobradas dos clientes, que cresceu 16,9% em doze meses, totalizando R$ 11,7 bilhões. Além das tarifas por serviços, melhores desempenhos com operações de seguros, previdência e capitalização contribuíram para o crescimento do lucro do banco.

Segundo o banco, o lucro só não foi maior porque houve aumento de despesas com pessoal, menor resultado com a margem financeira e leve aumento da despesa com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs.

As despesas de pessoal subiram 29,2%, em função da entrada dos funcionários oriundos do HSBC, adquirido no segundo semestre de 2016, atingindo R$ 9,4 bilhões. Mas, mesmo com o crescimento das despesas com pessoal, em março de 2017, o banco conseguia cobrir tais despesas apenas com as receitas secundárias e ainda sobrava recursos. A arrecadação com receitas secundária, no período, 23,7% maior do que as despesas com pessoal.

"O banco diz que aumentou a despesa com pessoal. O dito 'aumento de despesa' se deve à incorporação do pessoal do HSBC e o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Na verdade, o que o banco mais tem feito é reduzir as despesas com pessoal por meio de demissão de funcionários", explicou Gheorge Vitti, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.

Segundo análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a holding encerrou o 1º semestre de 2017 com 105.143 empregados, com alta de 15.719 postos de trabalho em relação ao mesmo período no ano passado. O crescimento, no entanto, é influenciado pela incorporação dos funcionários do antigo HSBC. Porém, após essa aquisição, em setembro de 2016, o quadro de pessoal já sofreu uma redução de 4.779 postos. Quadro esse que deverá ser mais afetado quando se mostrarem os resultados da adesão ao Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) que o banco abriu agora em julho e que deve ser encerrado em 31 de agosto.

"O número de clientes, principalmente com a aquisição do HSBC, cresceu muito. O de funcionários só reduz. O que significa que aumentou a carga de trabalho dos bancários. Ou seja, o lucro dos bancos aumenta proporcionalmente ao aumento da exploração do trabalho dos bancários", disse o coordenador da COE do Bradesco.

Acesse a íntegra da análise do Dieese para mais detalhes da análise sobre o balanço semestral do Bradesco.