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Candidato apoiado pelo Sindicato recebeu 8.391 votos; segundo turno vai de 21 a 24 de fevereiro A eleição para Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários (Caref) foi realizada em primeiro turno entre os dias 23 a 27 de janeiro. Fabiano Félix, candidato apoiado pelo Sindicato, recebeu 8.391 votos, e disputa o segundo turno com Marcos Roger, que teve 5.447 votos. Fabiano Félix é comprometido com os funcionários do BB, foi secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e presidente do Conselho Deliberativo da Cassi, entre outros cargos. É formado em Física e em Direito, com MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV. O segundo turno ocorre entre os dias 21 a 24 de fevereiro. A votação é realizada eletronicamente, com a inserção da matrícula funcional do candidato que, no caso de Fabiano, é F3154029.

O Acordo Coletivo de Trabalho entre o Banco do Brasil e a Contraf-CUT que institui as Comissões de Conciliação Voluntária (CCV) para demandas referentes à jornada de trabalho, para cargos que tenham a opção de jornada de seis horas diárias, foi assinado nesta quarta, 18. A CCV tem como alvo os bancários que exerceram funções de 8 horas abrangidas pelo acordo e que aderirem ao novo Plano de Carreira de 6 horas dentro da reestruturação em curso desde novembro de 2016 ou que já não estejam em funções passíveis de negociação pelo BB. Os cargos de assistente e analista do plano de funções de 2013 continuam com CCV igual ao acordo anterior. Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a assinatura é importante para a categoria, uma vez que permite a discussão de demandas sem a necessidade de ação judicial. “Contudo é importante a orientação às bancárias e bancários demandantes de forma a tomar a melhor decisão. Para melhores acordos é necessário que o banco melhore os valores transacionados para cada cargo”, afirmou.

Fonte: Contraf-CUT

Utilização dos valores e implementação dos programas devem ser acompanhados atentamente, destaca diretor do Sindicato O Banco do Brasil realizou, na última sexta-feira, o ressarcimento à CASSI previsto no Memorando de Entendimentos firmado entre o BB e as entidades representativas do funcionalismo. Os R$ 23 milhões, relativos à competência de dezembro, foram repassados no mesmo dia em que a CASSI apresentou o demonstrativo dos gastos, em conformidade com o Convênio de Cooperação Técnica firmado entre o BB e a Caixa de Assistência. Os valores ressarcidos foram apurados após o levantamento das despesas com programas (atenção domiciliar e assistência farmacêutica), coberturas especiais e CliniCASSI referentes a dezembro, que ocorre sempre no início do mês seguinte. Dessa forma, as despesas de dezembro foram ressarcidas em janeiro; as de janeiro serão ressarcidas em fevereiro e assim sucessivamente, até janeiro de 2020. A CASSI também já recebeu a contribuição mensal extraordinária de 1% dos associados. O desconto da contribuição ocorrerá sempre no dia 20 do próprio mês de competência, na folha de pagamento, considerando que o BB e a Previ pagam os salários, aposentadorias e pensões antecipadamente. A contribuição extraordinária está aprovada para ocorrer até dezembro de 2019. Acompanhamento - Tanto o ressarcimento feito pelo Banco do Brasil como a contribuição extraordinária dos associados fazem parte de um conjunto de medidas que visam a sustentabilidade da CASSI, aprovadas pelo Corpo Social no final de novembro de 2016.  “É necessário acompanhar a utilização dos valores e a implementação correta dos programas de saúde preventiva para garantir a perenidade do nosso plano de saúde, mantendo direitos dos associados e a saúde financeira do plano”, destaca o diretor do Sindicato e funcionário do BB Otoni Lima.

Banco informou que abrirá nesta quinta-feira  “ TAO ascensão” para ajudar na regularização dos cargos; Sindicato participou da reunião, em Brasília A Contraf-CUT cobrou, em reunião ocorrida nesta terça, 10, na sede do Banco do Brasil, em Brasília, garantias aos funcionários de agências em processo de fechamento e aos que tiveram os cargos cortados nos processos de reestruturação iniciado pelo banco em novembro de 2016. O diretor do Sindicato e funcionário do BB, Otoni Lima, participou do encontro. “Cobramos do banco soluções que de fato garantam os direitos de todos os afetados por este desarranjo que o banco chama de reestruturação” afirmou. Os representantes dos sindicatos apontaram uma série de problemas verificados em cada base, tais como a dificuldade de realocação dentro da chamada lateralidade resultando na falsa escolha entre perda salarial ou descomissionamento. Foi reiterada, ainda, a necessidade da implementação do VCP Permanente (a verba de caráter pessoal que mantém a remuneração), como forma de proteger os milhares de funcionários que vão perder o cargo ao final do processo, pois o banco afirmou ainda não ter uma resposta para isso. Foi novamente cobrado a implementação do VCP para os caixas que vierem a perder a comissão, e mais uma vez o banco alegou estar analisando a proposta e não ter ainda posição oficial. O banco apresentou o número de nomeações realizadas até agora e a parcial do número de excedentes por grupo de função (GF). Foram realizadas 4.563 nomeações desde a abertura do TAO Especial e dos grupos de funções GF7 e GF8 já flexibilizados critérios para ascensão. Abertura do TAO – Segundo o BB, nesta quinta, 12, será aberto um TAO (Sistema de Recrutamento) permitindo ascensão profissional para os demais grupos de função, a exemplo do GF7e GF8.  O banco garantiu que toda nomeação ou sequência de nomeações em escada terá que repor um excesso ao final. “A abertura da possibilidade de nomeação entre diferentes grupos de função (GF), ainda que agilize a definição de vagas, está longe de representar solução, já que continuará faltando vaga para todos”, explica Otoni. “Além disso as ´oportunidades´ quase sempre serão acompanhadas de redução nos salários”, acrescenta. O Sindicato cobra que toda movimentação de funcionários seja feita com o objetivo de recolocar as pessoas que perderam funções. Agencias fechadas - Os sindicatos pediram ao banco esclarecimentos e que fosse melhor divulgado aos funcionários de agências em encerramento as informações para onde cada um irá após o fechamento da sua unidade. Modulo avançado - Foi reivindicado que, nos casos de nomeações com descenso ou lateralidade envolvendo a gerência média, fosse mantida a condição de módulo avançado do cargo anterior para o módulo avançado do cargo atual, de forma que se minimize a perda salarial nos casos de descenso e se mantenha a remuneração nos casos de lateralidade. Endividamento - Solicitado ao banco um levantamento sobre o nível de endividamento dos funcionários, vez que há projeção de muitos descomissionamentos ao final do processo de reestruturação e isso impactará na renda das pessoas e, consequentemente, agravará o nível de endividamento. Escriturários - Os sindicatos reivindicaram análise sobre a antecipação da liberação das remoções para os escriturários, com o objetivo de facilitar a recolocação daqueles que ficaram excedentes em razão do fechamento de agências ou absorção de mais funcionários na sua unidade. O banco informou que vai analisar essa situação para que a liberação de uma remoção agora não crie um problema de excesso em dobro em determinadas unidades futuramente. Audiência - O mapa de vagas disponibilizado pelo banco mostra claramente a necessidade de se dar mais garantias aos funcionários que perderão seus cargos. Também fica claro que haverá redução de salários. Para os sindicatos, implantar o VCP permanente como forma de proteção salarial é de fato se preocupar com as pessoas, e essa posição será defendida em mesa de negociação que acontece no próximo 7 de fevereiro no Ministério Público.   Fonte: Contraf-CUT, com Redação  

Candidato eleito deve estar comprometido com a lute contra a privatização do banco público e defesa do funcionalismo. Votação vai de 23 a 27 de janeiro, exclusiva aos trabalhadores da ativa
Pela terceiriza vez em quatro anos os trabalhadores da ativa elegerão o Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários (Caref) do Banco do Brasil. A votação ocorre em todo o País de 23 a 27 de janeiro. O representantes dos trabalhadores têm mandato de dois anos e, entre suas funções, está a fiscalização da execução da política geral de negócios e serviços da instituição financeira. É no Conselho de Administração que se tomam decisões sobre a atuação do banco e que impactam diretamente no dia a dia dos bancários, o que torna fundamental a escolha de um representante comprometido com os trabalhadores. Cento e vinte funcionários se inscreveram para a disputa, e as candidaturas estão sendo analisadas pela Comissão Eleitoral. Assim que começar a campanha, em 6 de janeiro, será imprescindível analisar os currículos e o histórico dos candidatos para tomar a decisão.
O novo regulamento das eleições estabelece que só podem se candidatar pessoas que ocuparam cargo de gerência, excluindo, assim, caixas, escriturários, entre outros. A mudança ocorreu devido ao Estatuto das Estatais, que está sendo questionado por ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) pelo movimento sindical e associativo no Supremo Tribunal Federal. Como votar – A votação ocorrerá em sistema eletrônico a ser disponibilizado pelo BB. O primeiro turno vai de 23 a 27 de janeiro. Caso haja necessidade de segundo turno, ocorrerá de 20 a 24 de fevereiro. A eleição de um representante nos conselhos de administração das empresas estatais – como Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e outras – é uma conquista da CUT e outras centrais sindicais. A reivindicação foi contemplada por meio da Lei 12.353, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2010 e sancionada nesse mesmo mês pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

MARIA RITA SERRANO

Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, diretora do Sindicato dos Bancários do ABC (SP) e da Contraf-CUT

2017 e os desafios para os bancos públicos

DANIEL TEIXEIRA   O papel dos bancos públicos no Brasil está diretamente ligado ao desenvolvimento da sociedade. A oferta de crédito em economias capitalistas é cara e diminuta quando se trata de dar aporte àqueles com baixa renda, e instituições privadas não têm interesse em investir em programas sociais que propiciam moradia, educação ou crédito agrícola, para citar apenas alguns exemplos de iniciativas hoje vinculadas à Caixa Federal ou Banco do Brasil. Em alguns países emergentes, bancos públicos surgem como uma necessidade histórica de dar "salto de etapas" na mobilização de capitais para tirar o atraso econômico. No Brasil, a partir de 2003, a oferta de crédito por essas instituições impulsionou a economia de forma determinante, e a relação crédito PIB chegou a 54,3% em dezembro de 2015, sendo que 13 anos atrás atingia meros 26,1% do PIB. Esse crescimento, porém, está sob risco a partir do governo Temer, que já promove ações para desmantelamento dos bancos públicos. Nesse tumultuado ano de 2016, em que o FGTS se tornou cinquentão, pairam as ameaças de descentralização da gestão pela Caixa, com direcionamento aos bancos privados. Ou, ainda, o desvio de seus recursos para o BNDES via FI-FGTS que, por sua vez, vai financiar projetos do Programa de Parcerias de Investimentos, retomando, na prática, o projeto privatista de FHC. O governo também oficializou a venda da Lotex, a Loteria Instantânea da Caixa, e a anunciou a privatização de operações em seguros e cartões. São medidas que abrem caminho para que a Caixa deixe de ser 100% pública e não cumpra mais seu importante papel social, porque além do corte em programas, como o de habitação popular (Minha Casa, Minha Vida), sem os recursos do FGTS obras de infraestrutura, saneamento e mobilidade urbana perdem seu principal aporte. Se abocanhar os recursos do fundo, nenhum banco privado terá como prioridade essa destinação. No Banco do Brasil, em que o crédito agrícola é destaque, as mãos privatistas do atual governo já agem com uma propagada "reestruturação", que vai eliminar milhares de empregos e consequentemente reduzir o alcance social do banco. Com o desemprego em nível crescente, a perspectiva é sombria tanto para os trabalhadores do BB, já atingidos pela mudança, quanto para os da Caixa, que há anos vêm se mobilizando pela manutenção do banco 100% público. Apesar das tantas dificuldades, 2016 não pode ser encarado apenas como um ano de derrotas. As lutas iniciais pelas mudanças no PLS 555 (Estatuto das Estatais) resultaram em avanços que impediram a transformação das empresas públicas em sociedades anônimas. Uma grande campanha – "Se é público, é para todos" – foi lançada em junho e se espalhou pelo País, com adesões em praticamente todas as regiões brasileiras e até na Argentina. Centenas de encontros e debates para apresentação do tema e defesa dos bens, serviços e empresas públicas foram e continuarão a ser realizados. A História tem nos provado que é possível avançar, apesar da constante ameaça de retrocesso. Para 2017 será esse espírito de ousadia e coragem que deverá nos mover. Afinal, a vida é feita de desafios, e mais do que nunca nosso mote deve ser temer jamais.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/geral/271864/2017-e-os-desafios-para-os-bancos-p%C3%BAblicos.htm