quarta-feira , 28 de junho de 2017
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Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos é lançada em Brasília

Evento no Senado, na última terça, 13, foi marcado pelo seminário ´Estratégias para Financiar o Desenvolvimento´

Mais um passo para fortalecer os bancos públicos foi dado na última terça, 13, em Brasília, com o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos no Senado Federal. O evento teve a participação de representantes do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Contraf-CUT, Fenae, parlamentares, sindicatos, federações de trabalhadores, movimentos sociais e universidades.

A autoria do projeto que criou a Frente é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a partir da iniciativa de entidades que integram o Comitê. Ela será integrada por representantes das duas Casas (Câmara e Senado), movimentos sindical, social e associativo e deverá ampliar nos estados e municípios a discussão sobre a importância de bancos públicos fortes, que atuem como instrumentos de fomento ao crédito e de políticas sociais do País.

“Estamos somando forças para intensificar nossa luta em defesa das empresas públicas. Essa Frente Parlamentar específica para os bancos é mais um instrumento em defesa do patrimônio público dos brasileiros, e precisa resultar em novos desdobramentos pelo País, assim como os comitês que vêm sendo criados e os debates e audiências públicas que vêm sendo realizados, entre outras iniciativas junto à sociedade e categorias organizadas”, aponta a coordenadora do Comitê, Maria Rita Serrano, que também é diretora do Sindicato. Já o presidente da Fenae, Jair Ferreira, destacou a importância de valorização dos bancos públicos, que precisam ser “fortalecidos para continuar fomentando o desenvolvimento econômico e social”.

Seminário – Antes do lançamento oficial da Frente foi realizado o seminário ´Estratégias para Financiar o Desenvolvimento´. Um dos expositores foi o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. Ele destacou que o Estado precisa garantir o fomento ao crédito para que seja mantido o ciclo positivo para a economia. Já Fernando Nogueira, professor da Unicamp, lembrou que o modelo de bancos públicos fortes é presente em outros países de maneira bem-sucedida. “Os bancos privados privilegiam o financiamento do setor automobilístico e cartão de crédito. Já os bancos públicos fazem financiamento em várias políticas públicas, como o setor habitacional e agricultura familiar com juros mais baixos”, comparou.

Fontes: Fenae e Contraf-CUT, com edição do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas