quinta-feira , 25 de agosto de 2016
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Contraf-CUT: uma década ajudando a construir a história dos bancários

Mesmo ainda muito jovem, a Contraf-CUT já traz em sua história muitas lutas e grandes avanços ao lado da categoria bancária. São conquistas econômicas em saúde e condições de trabalho, por igualdade de oportunidades nos bancos, mais segurança e combate sem tréguas à terceirização.

O primeiro presidente da Contraf-CUT, interino, foi Luiz Cláudio Marcolino, do Itaú, que também presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo e é o atual superintendente regional do trabalho em SP. Foi sucedido por Vagner Freitas, do Bradesco, em 2006. Vagner é hoje presidente nacional da CUT.

Entre as conquistas originadas nos primeiros anos após a criação da entidade estão o valor adicional da PLR, implementação do grupo de trabalho para debater assédio moral com a Fenaban, 13º cesta de alimentação e o Censo da Diversidade. Em 2008 a Contraf-CUT obteve o reconhecimento legal do Ministério do Trabalho.

No 2º Congresso, em abril de 2009, em São Paulo, foi eleito para a presidência da Contraf o bancário do Itaú Carlos Cordeiro. No mesmo ano a categoria conquistou a licença-maternidade de 180 dias, a mudança no modelo de cálculo e melhorias da PLR adicional, além da inclusão dos parceiros de mesmo sexo nos planos de saúde.

Segurança, saúde, terceirização…. – Cordeiro foi reeleito em 2012, ano em que os bancários realizaram o II Censo da Diversidade. Outra conquista do período foi o projeto piloto sobre segurança bancária e avanços na saúde e condições de trabalho. Intensas lutas foram travadas em 2014, e a grande mobilização da categoria impediu a votação do PL 4330 da terceirização no CCJ da Câmara dos Deputados. A categoria ainda obteve a proibição de cobrança de metas via SMS e o vale-cultura. Também foram assegurados avanços no combate às metas abusivas e ao assédio moral, na igualdade de oportunidades e na segurança bancária.

No 4º Congresso, em março de 2015, foi eleito Roberto von der Osten para a presidência. A luta contra o PL 4330 mobilizou fortemente os bancários. O ano também teve uma das maiores greves da categoria, com 21 dias de mobilizações, impedindo o retrocesso e as perdas que os bancos tentaram impor aos trabalhadores. A unidade nacional e a dos bancários assegurou aumento real pelo 12º ano consecutivo e a manutenção de conquistas como o vale-cultura, abono-assiduidade, licença-maternidade ampliada e igualdade de direitos para casais homoafetivos. A Campanha 2015 também garantiu a assinatura de um termo de entendimento com os seis maiores bancos para tratar das condições de trabalho, com o objetivo de reduzir as causas de adoecimento.