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Rita Serrano vai assumir presidência da Caixa

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Nomeação, pelo presidente Lula, representa vitória dos empregados e sociedade, avalia Sindicato

LulaeritaserranoCaixa3012O presidente Lula anunciou para a presidência da Caixa a atual representante dos empregados no Conselho de Administração do banco, Rita Serrano. Para o nosso Sindicato e o movimento sindical, a escolha representa uma vitória dos empregados e empregadas da instituição pública.

Representa, também, a convicção de que a defesa do banco público como fomentador do desenvolvimento do Brasil estará garantida sob sua gestão, vez que por muitas décadas ela vem atuando nessa direção, combatendo a privatização. “Rita, que já foi presidenta do nosso Sindicato, tem grande conhecimento sobre a instituição e suas demandas, e com certeza fará um excelente trabalho, seja para os bancários da Caixa, seja para a sociedade brasileira”, afirma o presidente do Sindicato, Gheorge Vitti.

E representa, ainda, a valorização do Grande ABC, já que a conselheira é moradora de Santo André. Além dela e do próprio presidente Lula, líder das grandes greves do ABC paulista, o novo governo terá entre seus ministros outro representante regional, Luiz Marinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ex-prefeito de São Bernardo.

Rita Serrano presidiu o Sindicato dos Bancários do ABC entre 2006 e 2012, e desde 2015 coordena o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, fórum que reúne diversas entidades e que lançou a campanha ´Se é Público, é para todos´, de grande repercussão. “A campanha representou um marco não só para defesa da Caixa, mas para valorização de todas as empresas e serviços públicos dos brasileiros”, lembra a diretora sindical Inez Galardinovic.

Inez comemora ainda a escolha de uma mulher para presidir o banco, destacando que Rita vai se somar a outras que ocuparam o posto: Maria Fernanda Coelho, Miriam Belchior e Daniella Marques. Ela se torna, portanto, a quarta mulher a assumir o banco e a segunda de carreira - a primeira foi Maria Fernanda.

Rita ingressou no CA em 2014, como suplente, sendo eleita titular em 2017. Em 2019 concorreu com mais de 200 candidatos e recebeu votação recorde, com 82% dos votos. E no pleito seguinte conquistou novo recorde, com 90,78%.

Para o diretor sindical Hugo Saraiva essa representatividade crescente é resultado da dedicação da conselheira, que sabe dialogar com os empregados e empregadas do banco, sendo sua legítima voz no CA. “A atuação dela tem sido fundamental. Basta lembrar, entre muitos outros exemplos, a época de votação do Estatuto das Estatais, quando seu papel foi determinante para a Caixa se manter 100% pública”, aponta.

Empregada da Caixa desde 1989, Rita ocupou várias funções na empresa. Além da formação acadêmica (é mestra em Administração), é autora de livros sobre a instituição e sua própria trajetória junto ao banco. O mais recente deles é ´Rompendo Barreiras´, que reúne trechos autobiográficos e artigos.

“Estou há 33 anos na Caixa e desde que entrei me apaixonei por esta instituição, pelo seu papel no desenvolvimento do País e pelo atendimento da população. Carrego, desde então, a bandeira em defesa do banco público, lutando contra sua privatização”, afirmou Rita em entrevista recente.

Ela destacou ainda que, sob o governo Bolsonaro, surgiu uma grande degradação das relações de trabalho no banco, desencadeando inclusive casos de assédio sexual praticados pelo então presidente do banco, Pedro Guimarães, além de ataques coordenados de desmantelamento da Caixa pública.

Esses e muitos outros fatos relevantes para a instituição, empregados e sociedade vêm sendo apresentados e debatidos publicamente nas redes sociais da conselheira, que em breve deve assumir como nova presidenta do banco centenário. A data da posse deverá ser divulgada em breve; acompanhe pelas redes sociais do Sindicato.

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