quarta-feira , 28 de junho de 2017
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Bancários vão às ruas contra reformas golpistas de Temer e em defesa dos direitos dos trabalhadores

Plano de lutas foi aprovado durante Congresso Extraordinário da Contraf-CUT

delegação congresso

Delegação dos Bancários do ABC no Congresso da Contraf dom diretoria da Contraf. Da esquerda para direita: Elaine Cutis (Sec. da Mulher da Contraf), Otoni Lima (Secretário de Imprensa do Sindicato), Eric Nilson (Secretario Geral da FEtec-SP e diretor do Sindicato), Carina Leone e Adma Gomes (diretoras do Sindicato), Roberto Von der Osten (presidente Contraf), Belmiro Moreira (presidente do Sindicato), Carlos Souza (Sec. Geral da Contraf) e Gheorge Vitti (secretário geral do Sindicato)

O Congresso Extraordinário da Contraf-CUT cumpriu seu objetivo e aprovou um plano de lutas da categoria bancária, nesta sexta-feira (10), em São Paulo. O plano prevê articular as bases dos sindicatos e federações, em conjunto com os movimentos sociais e os setores democráticos da sociedade, em defesa dos direitos fundamentais da classe trabalhadora, em defesa dos direitos dos trabalhadores do ramo financeiro e contra as reformas promovidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. O congresso, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, contou com a participação de 338 delegados (as), 112 mulheres e 226 homens.

“A direção nacional da Contraf-CUT convocou um Congresso Extraordinário pressionada pela conjuntura brasileira, que mudou muito do ano passado, para este ano. Com o golpe, que retirou a presidenta Dilma, a sociedade brasileira e os trabalhadores perceberam, rapidamente, que este golpe foi orquestrado, encomendado pelas elites empresariais brasileiras, justamente, para atacar os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras”, explicou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

Roberto von der Osten afirmou que a reforma da previdência, a reforma trabalhista, a privatização que está em curso, de empresas públicas, do sistema financeiro, nada disso estaria acontecendo se não tivesse ocorrido um golpe. “O golpe foi encomendado para retirar direitos. Percebendo isso, a partir de agosto, quando o vice-presidente golpista, Michel Temer, construiu com seus parceiros o golpe, começamos a ver que era preciso nos reunir novamente num congresso. No final do ano, a Direção Nacional da Contraf-CUT apontou a construção do Congresso Extraordinário. ”

O presidente ainda completou. “Convidamos pessoas importantes para o Congresso, trouxemos gente da academia, dirigentes de movimento sindical, movimentos sociais, de muita importância e inteligência, para nos ajudar a refletir. Neste plenário falamos com delegados e delegadas do Brasil todo, com todos os sotaques do país, e ouvimos as pessoas, propusemos e construímos um plano de lutas muito bom, que vai ajudar nossas federações e sindicatos filiados a se organizarem, com unidade e mobilização, para barrar a tentativa de retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nós construímos hoje aqui a resistência e quem resiste conquista!”

Fora Temer

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro reafirma a sua posição por “Fora Temer” e contra o golpe. Reafirma também que é preciso dar a palavra e a escolha do programa de governo ao povo brasileiro em eleições diretas e imediatas para presidente. Diante da crise institucional profunda e do descaso do Judiciário e do Legislativo com o golpe contra a soberania nacional, diante dos ataques que estão sendo feitos aos direitos sociais e trabalhistas, a Confederação aponta como alternativa uma Constituinte que restabeleça a democracia no país e abra a via para as reformas populares necessárias.

Principais pontos do Plano de Lutas:

Dia Nacional de Paralisação – 15 de março- NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

A CONTRAF, seguindo a orientação da CUT, indica que suas federações e sindicatos filiados participem fortemente das paralisações em todo o Brasil, com defesa também dos bancos públicos.

1º de maio – Dia Internacional do Trabalhador – NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

As mobilizações terão como eixos as lutas contra as reformas da previdência e trabalhista e em defesa do emprego.

Organização e mobilização das federações e dos sindicatos filiados em quatro eixos de resistência:

- Contra a Reforma da Previdência;

- Contra a Reforma Trabalhista;

- Em defesa dos bancos públicos;

- Em defesa dos empregos frente à reestruturação e a digitalização.

Fonte: Contraf-CUT